Início Artigos de opinião Luís Paulo Alves Novo Ciclo Político nos Açores

Novo Ciclo Político nos Açores

0
17

Ao longo de quatro mandatos a governação de Carlos César qualificou a autonomia, o desenvolvimento económico e social e a democracia nos Açores.

A boa governação socialista foi capaz de promover o progresso, melhorando a coesão social, mantendo o equilíbrio das contas públicas. A dívida da Região é de 18% do PIB, comparando com 71% na Madeira e 108% no Continente e as contas públicas têm mantido o equilíbrio orçamental.

Os Açores embora ainda apresentem fragilidades, é certo, cresceram economicamente nos últimos 15 anos mais 15% do que a União Europeia e no contexto nacional a Região deixou de ocupar o último lugar, alcançando 94% da média da riqueza nacional, ultrapassando as regiões Norte, Centro e Alentejo. Apesar das dificuldades, registamos a segunda taxa de desemprego mais baixa do país.

Hoje as ilhas estão mais modernas, investiu-se no capital humano, valorizaram-se as empresas, foram lançados programas no domínio da formação e combate à pobreza, garantiu-se a habitação condigna, apoiaram-se e integraram-se socialmente as pessoas carenciadas, prestando mais assistência às crianças, aos jovens e aos idosos. Este foi também um dos núcleos centrais das políticas públicas de Carlos César. Dignificou-se e promoveu-se criteriosamente os Açores.

Por fim, no auge da sua popularidade, Carlos César auto limitou legalmente o seu ciclo político a três mandatos, num acto revelador da maior nobreza, de enorme dimensão democrática e ética republicana. Foi o ponto de partida para este novo ciclo que agora se inicia.

Legitimado pelo apoio da larga maioria dos açorianos, ao vencer as eleições com 49% dos votos, a liderança de Vasco Cordeiro é fortalecida também por uma profunda abrangência regional, ao vencer em 18 dos 19 concelhos da Região e em 141 das 157 freguesias dos Açores.

Vasco Cordeiro não vai liderar apenas um governo novo. A vitória do seu projecto representa uma renovação geracional e uma nova geração de políticas para vencer os novos desafios de um novo ciclo político para os Açores.

Vasco Cordeiro definiu três grandes objetivos: a competitividade e o investimento, a proteção e a solidariedade social e a sustentabilidade dos recursos naturais.

A Região está também confrontada com os difíceis desafios decorrentes das dificuldades que chegam do País e da Europa e dos efeitos das soluções erradas que estão a impor. Esta situação determina, como principal desafio, a criação de emprego e o crescimento económico, salientando-se a necessidade de apoiar as empresas açorianas e de haver uma agenda açoriana para a criação de emprego, dando especial ênfase à inovação, qualificação, sustentabilidade e competitividade do tecido económico açoriano.

Ainda que a situação nos imponha restrições na despesa para manter o equilíbrio que temos nas contas públicas e desfrutarmos dos seus benefícios, há o compromisso de apoiar as empresas e as pessoas expostas a situações de maior vulnerabilidade, numa marca socialista de não deixar ninguém para trás.

Mas um novo ciclo impõe também uma nova visão, de qualificação dos recursos humanos; de qualificação das nossas produções tradicionais, na pesca, na agricultura e na agro-indústria, proporcionando-lhes maior valor acrescentado; de mais empreendedorismo e participação da economia privada; de soluções ambiciosas nas áreas dos transportes, das comunicações, da energia, do turismo; de exploração de novas áreas ligadas à ciência e à tecnologia e de novos domínios ligados ao mar. Requer sobretudo o envolvimento de todos os açorianos, dos parceiros socioeconómicos, através da participação da sociedade civil, da comunidade científica e do tecido empresarial. 

 

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!