Núcleo ASPEA da Horta promove Conversas & Oficinas “O Clima é Connosco”

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Com o objetivo de alertar para as alterações climáticas a Associação Portuguesa de Ambiente (ASPEA) – Núcleo da Horta, promoveu duas sessões das Conversas & Oficinas no âmbito do projeto “O Clima é Connosco”, que contaram com a presença de António Eloy e Susana Garcia, ambos colaboradores desta associação ambiental.

 

Na manhã de quinta feira, dia 3 de novembro, os alunos da Escola Profissional da Horta participaram numa interessante conversa sobre o clima, com António Eloy. 

Esta atividade, organizada pela ASPEA, Núcleo da Horta, enquadra-se no âmbito do projeto “O Clima é Connosco”, que conta com o apoio institucional da APA – Agência Portuguesa do Ambiente e da Imprensa Nacional Casa da Moeda, que visa desenvolver uma série de ações e eventos para alertar a população em geral sobre as alterações climáticas em Portugal.

António Eloy, “trabalha com empresas que promovem energias renováveis assim como a eficiência energética, conservação dos recursos e novas formas relacionamento das pessoas com a natureza” e há muito que colabora com a ASPEA, daí o convite para orientar “estas conversas sobre o clima”, pelo país, explicou ao Tribuna das Ilhas.

O orador esclareceu que esta atividade é dirigida a todos os públicos. António Eloy tem levado este tema às escolas primárias, às universidades, assim como a institutos, escolas profissionais, Câmaras Municipais, etc. 

Para o professor o tema revela-se de grande importância por isso considera que cada vez mais “é importantíssimo que as pessoas percebam que se não fizermos nada estamos a caminhar para ‘Armagedom’, ‘Dia do Juízo final’, chamemos-lhe o que quiserem”, salientando que “a espécie humana é uma espécie desnecessária para a vida na terra e está-se a tornar desnecessária através das atividades de emissão de gases que produz, geradoras do aquecimento global, que vão alterando os ciclos da vida dos oceanos, provocando o degelo, a diminuição do plâncton, à morte dos recifes de coral, etc”.

No entender do professor o ser humano encontra-se “irreversivelmente numa lógica que pode levar à sexta grande extinção de espécies”, neste contexto defende que deve ser feito “um esforço de sensibilização e de ação”, de forma a incentivar cada um “a fazer um bocadinho para ajudar a manter o clima dentro dos limites toleráveis”, afirma.

No que se refere a ação promovida na Horta, “inscreve-se no lançamento do núcleo da ASPEA no Faial”, esclarece António Eloy, revelando que a primeira ação que promoveu foi dirigida aos alunos da Escola Profissional da Horta. Uma sessão, que considerou “fantástica”, pelo facto dos jovens se mostrarem “extremamente” atentos, sublinhou. Outra sessão foi também realizada no mesmo dia, no Centro Associativo Manuel de Arriaga, sede do Núcleo da ASPEA na Horta, para o público em geral. 

No âmbito destas “Conversas pelo Clima”, também, Susana Garcia, formada em meteorologia e Oceanografia Geofísica, veio ao Faial, através delegação dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), desenvolver algumas atividades inseridas neste projeto da ASPEA “O Clima é Connosco”.

Susana Garcia explicou que o projeto resulta de uma parceria entre o IPMA e a ASPEA e também enquanto colaboradora desta associação ambiental “surgiu a oportunidade de vir à Horta, dinamizar algumas sessões, com vista a sensibilizar os alunos para as questões das alterações climáticas e da importância da nossa alimentação para este tema”.

Susana Garcia avançou que estas sessões são dirigidas a alunos do nono ano até ao 12.º ano de escolaridade, daí a sua realização na Escola Secundária e na Profissional da Horta.

A oradora revela ainda que “estas sessões são basicamente de divulgação e de esclarecimento, onde nós falamos essencialmente das alterações climáticas, aquecimento global, gases com efeito de estufa a que depois associamos a alimentação e a forma como os nossos hábitos alimentares estão a afetar negativamente o planeta e o que podemos fazer para mudar”.

Para Susana Garcia estas ações revelam-se de grande importância uma vez que “de acordo com os resultados das cimeiras realizadas a nível internacional, as metas que os políticos colocam nestas temáticas são muito irrisórias e estão longe daquilo que vai acontecer”.

“Nós temos que começar pela comunidade local, porque se uma comunidade de 15mil habitantes mudar os seus hábitos, é possível estender isto a todas as pessoas que habitam neste planeta e estamos a falar de biliões de pessoas”, defende.

As “Oficinas pelo Clima”, apresentam-se como um Plano de Comunicação que tem por objetivo informar, sensibilizar e promover a participação e a responsabilização do público em geral e das comunidades escolares, em particular, para o compromisso com a sustentabilidade face às alterações climáticas.

Esta ação vai ainda passar por várias cidades de Portugal até dezembro, no total são 50 Oficinas de formação/informação que vão decorrer em escolas do ensino básico, secundário e profissional de todo o país.

 

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