O ataque ao Faial e à Mulher Ana Luís

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Estrategicamente os micaelenses e os terceirenses ao longo da última década têm vindo a incentivar entre si um bairrismo exacerbado, arrastando, nos últimos anos, a nossa vizinha ilha do Pico, embravecendo alguns picoenses, menos esclarecidos, que não perceberam ainda a verdadeira essencia e dinâmica desta guerrilha e cujo seu lema é dividir para reinar. 

No meio desta tramoia surge o nome da Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Ana Luís, com os Órgãos de Comunicação Social da Terceira e de São Miguel, onde se inclui a RTP e a RDP, como se fossem peças de “artilharia”, operadas por uns “soldados rasos”, comprados a soldo, para fazer um conjunto de acusações vazias, repetitivas e diria mesmo de má-fé, pois ninguém em rigor e com casos concretos pode dizer que o mandato do Dr. Francisco Coelho foi melhor do que o da Dra. Ana Luís. Apenas existe uma diferença: um é da Terceira e é homem e a outra é do Faial e é mulher. 

A seu tempo faremos um comparativo para vermos efetivamente se existem diferenças ou não. 

Não fazemos paralelo com outros Presidentes da Assembleia, pois não é possível fazer-se, considerando que os referidos são os únicos a equivaler-se. Nos anteriores mandatos e na maioria das legislaturas tinhamos apenas dois partidos e uma conjuntura social e económica totalmente diferente, favorável, aparentemente melhor, sendo tudo muito mais fácil, apesar da ascendência notória, clara e evidente que os Presidentes do Governo, Mota Amaral e Carlos César, exerciam sobre os seus pares Presidentes do Parlamento. 

Tudo isto porque  o nosso limite de bom senso nestas matérias foi ultrapassado nas últimas semanas pelos referidos “soldados rasos”, diria mesmo no limite do considerado razoável, com a não participação no programa “Prós e Contras”, da Presidente do Parlamento Açoriano, Dra. Ana Luís, que alegadamente “recusou” o convite para participar no programa da jornalista Fátima Campos Ferreira. 

São lamentáveis as considerações feitas a este propósito sobre a Dra. Ana Luís, numa tentativa de desviar a atenção do que sabemos é o essencial, uma evidência: os terceirenses não gostaram do programa e os micaelenses deliciaram-se. Pudera, colocaram doze terceirenses num auditório vazio, levaram os faialenses e os picoenses para encher o auditório da Universidade dos Açores e deixaram só e abandonado o Presidente da Câmara Municipal da Horta, num programa em que tudo girou à volta de São Miguel, numa clara subalternização feita com todo o descaramento e em direto para todo o País. Este programa foi igualmente mais uma machadada na tripolaridade, por isso fez muito bem a Sra. Presidente da Assembleia em não participar, foi uma decisão sábia e sensata. 

Se os nossos jornalistas (faialenses) estivessem mais atentos, viam que este programa foi um duro golpe para a Delegação da RTP/RDP na ilha do Faial e para o seu fim, pois acreditamos que o exemplo de não participação da Dra. Ana Luís, para além de ser um ato de coragem foi, consciente ou inconscientemente, uma defesa da tripolaridade, apregoada mas não praticada, e que na última década tem sofrido duros golpes que nos devem fazer acordar. 

Se todos os faialenses estivessem mais atentos, mais vigilantes, fossemos mais reivindicativos e nos defendessemos mais uns dos outros, talvez não atacassem de forma tão desproporcionada a Presidente Ana Luís e talvez conseguissemos ver através destas criticas severas, mas infundadas, que lhe são feitas, que no fundo estão deliberadamente a atacar o Faial e a sua tripolaridade, numa tentativa que vai conseguindo os seus objetivos: criar a oportunidade de colocar um micaelense ou um terceirense, num futuro muito próximo, como Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. 

Ficaremos atentos.

 

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