O bluff de Sócrates!…

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Nos últimos 6 anos, uma boa parte do povo português acreditou que estávamos no “bom caminho”, com as contas em dia, e a caminho de um futuro melhor…

Hoje, a grande maioria já acordou para a realidade, e apercebeu-se do logro em que caiu, vítima de um discurso de facilidades, recheado de mentiras e falsidades, de verdades distorcidas que, de tanto serem repetidas, pareciam ser verdade.

Como foram enganados, os mais desprevenidos!

 

PROGRAMA

Sócrates afirmou que nunca governaria com o FMI.

Sócrates apresentou um Programa aos Portugueses, não dizendo o que iria fazer, mas o que não iria fazer.

Sócrates apresentou o seu programa antes da Troika definir o seu, como forma de fugir à realidade, ignorando-a, e apresentando um programa mais a gosto dos portugueses mas que, e ele sabe-o muito bem, nunca o irá cumprir.

E não o irá cumprir porque pura e simplesmente o seu programa socialista não é compatível com o compromisso que assinou posteriormente com a Troika.

Foi mais uma jogada de antecipação, apresentada naquele congresso onde tudo já ia decidido, onde tudo já estava ensaiado, e onde se meteram as bandeiras no PS no saco, ficando só as bandeiras portuguesas, numa tentativa de confundir e branquear as responsabilidades do passado socialista.

 

CASSETE

Se repararmos bem, em todos os comícios do PS, a mensagem de Sócrates é curta, sem conteúdo, e bate sempre nos mesmos pontos: não tem culpa, a culpa é de quem deitou o governo abaixo, e só ele tem a experiência necessária para conduzir os destinos do pais, nestes tempos difíceis.

A verdade, é que foi Sócrates que conduziu sozinho o pais ao estado em que se encontra.

A verdade, é que se toda a oposição não se juntasse e dissesse “basta”, já estaríamos no PEC 5 ou 6, em queda livre para a bancarrota.

A verdade é que a experiência governativa de Sócrates de nada serviu para salvar o pais, antes pelo contrário, afundou-o de maneira quase irreversível.

Sócrates e o PS terão de ser julgados e responsabilizados pelos crimes económicos que cometeram contra Portugal.

 

FAIT DIVER

Todos os dias vemos Sócrates à procura de fait divers dos outros candidatos, se de Passos Coelho melhor ainda, para fazer piada grosseira, única forma de desviar continuamente a campanha daquilo que realmente interessa: a discussão de ideias.

Sócrates entretém-se a discutir e a criticar as ideias dos outros, desviando o assunto, e quando alguém lhe pergunta como faria, a resposta é invariavelmente a mesma: “Ouça, o que eu não faria era… e lá vem o rol das ideias alheias distorcidas, para meter medo ao povo.

 

RICOS

Sócrates fez-nos acreditar que éramos ricos, que todos tínhamos direito a uma saúde e a uma educação de cinco estrelas. Os direitos do trabalho depressa deram lugar aos direitos sociais… muitos direitos e poucas obrigações, que se escudaram numa complexa rede de dependências, compadrios, abusos e corrupções, que não só distorceram a lei da oferta e da procura, como destruíram a parca riqueza do país, levando-o rapidamente a uma insustentabilidade das finanças públicas.

EMIGRAÇÃO

Sócrates orgulha-se de ter formado muitos jovens, quer nas universidades, quer nas novas oportunidades… É verdade. Conseguiu-o. Mas, será legítimo perguntar, para quê, e a que custo?

Portugal teve o custo de formar milhares de jovens nas universidades.

Tudo estaria bem, se o ritmo de formação fosse absorvido pelo país, pelas empresas, e contribuísse para o aumento do nosso PIB – Produto Interno Bruto.

Se tal tivesse acontecido, todos nós teríamos ganho, mas não foi isso que aconteceu.

Portugal investiu na formação de milhares de jovens, que agora, com as suas licenciaturas, emigram para países como a Alemanha, Inglaterra, Suécia, etc. Esses países vêm a Portugal recrutar milhares de jovens quadros, a custo zero, e que muito dinheiro custaram ao cofres portugueses.

O que fica em Portugal? Famílias desfeitas, ficam os velhos, os menos capazes, cujos “ossos” já não merecem a necessária aptidão para serem cidadãos dos países ricos da União Europeia.

Nunca se emigrou tanto em Portugal, como agora!

Os números são assustadores, não só pelos que saem, mas pelo grande vazio que fica , num pais que se vê despojado dos melhores cérebros, tão necessários ao nosso renascimento.

Um país que “vende” os seus jovens a quem der mais, não é digno de uma democracia moderna e ocidental.

DESESPERO

O desespero de Sócrates é grande, e o próprio partido socialista sabe-o bem.

O partido socialista sabe que optou pelo caminho mais difícil, até porque, dentro do partido, não havia timoneiro que quisesse assumir os comandos do “Titanic”, em que Portugal se transformou. “Ele é que o deitou abaixo, agora ele que o levante” – disseram os seus camaradas.

Assim, a estratégia desta campanha foi a única possível: transformar o pecado em virtude, transformar os pontos fracos em fortes, não com o recurso a novos conteúdos e a novas politicas, mas criando cenários irreais que conduzissem a uma onda ganhadora.

Puro marketing politico, num arrojado exercício de fantasia, até porque se as mentiras deram a vitória relativa ao PS em 2009, talvez pudessem repeti-la em 2011…

A grande diferença é que o povo português está revoltado, e já sofre na pele a consequência das politicas de Sócrates, que em vez de serem sustentáveis para o pais, são apenas sustentáveis para os militantes do partido socialista.

O desespero de Sócrates é grande. Tão grande como a quantidade de autocarros com portugueses e imigrantes famintos, que, de comício em comício, ganham uma refeição em troca de um apoio, de uma moldura humana forjada e comprada a peso de ouro.

Mas ainda é maior o desespero dos boys and girls socialistas, que durante estes 6 anos se governaram, enchendo os bolsos, com ordenados milionários de dezenas e centenas de milhares de euros mensais.

Eles nasceram na fartura, nunca souberam fazer outra coisa, e nunca souberam viver com vencimentos justos em função das suas capacidades de conhecimento e de produção.

O que lhes acontecerá no dia 6 de Junho e seguintes?… Terão, certamente, muitas oportunidades de mostrarem o que valem, mas numa sociedade aberta e livre, trabalhando sem rede, sem a protecção do partido, e sobrevivendo num Portugal desigual que eles próprios criaram.

 

ALTERNATIVAS

No próximo domingo, dia 5 de Junho, dia das eleições Legislativas em Portugal, a alternativa existe.

A alternativa não passa por manter Sócrates no poder. Isso, seria premiar a sua gestão ruinosa, cujos abusos todos nós iremos pagar nos próximos anos.

Portugal precisa de libertar-se do pesadelo em que tem vivido, cortando radicalmente com esse passado funesto, de dependências doentias e de lobbies instalados.

Existem várias alternativazinhas, da esquerda à direita, que poderão contribuir, umas menos, outras mais, para sairmos desta crise, sem precedentes.

Mas só existe uma grande e verdadeira alternativa, mais capaz e de melhor corresponder às necessidades urgentes de Portugal.

Renovar é preciso e urgente, e só é possível com novos líderes.

Apelo ao voto. Apelo à renovação. Apelo ao voto no PSD, e em Pedro Passos Coelho para Primeiro Ministro.

Portugal merece um futuro melhor!

 

                                                                              Contributos, para

                                                                              po.acp@mail.telepac.pt

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