O dia seguinte

0
12

 Só quem andou distraído nas últimas semanas é que ficou surpreso com a vitória do PSD, com maioria relativa. Acredito naqueles que dizem que as eleições não se ganham, apenas se perdem e parece-me que este foi um desses casos. Na nossa democracia o demérito de alguma força política, geralmente, é mais forte do que o mérito na decisão do eleitorado. O PS de António Costa partiu em vantagem mas não a conseguiu manter apesar dos quatro anos difíceis que vivemos e das diversas tropelias do governo de coligação.
O país saiu ingovernável, mas o povo é soberano, o voto é sagrado e o respeito pela sua vontade deve ser absoluto.
Regionalmente o paradigma foi diferente. Carlos César valendo-se do seu capital político, e de uma estrutura bem implantada no terreno, arrancou uma excelente vitória no seu distrito para o PS, principalmente quando comparada com os resultados de 2011.
O PSD/A teve uma noite complicada. Perdeu um número significativo de votos comparativamente às últimas legislativas, agravando-se este número se comparado com o sentido de voto nacional. As próximas semanas serão garantidamente bons momentos para a reflexão interna sobre as escolhas e estratégias adotadas.
Os valores da abstenção continuam a ser preocupantes. Apesar de ter reduzido 1,7% desde 2011, no Faial a abstenção foi de 52%.
No final, foram eleitos diretamente três deputados para o PS e dois para o PSD pelo círculo eleitoral dos Açores. Quanto ao Faial, João Castro foi eleito pelo PS e Rosa Dart, candidata pelo PSD, ficou de fora mas se tivesse que apostar, apostaria que por pouco tempo. Só por azar é que Berta Cabral não será escolhida para continuar no Governo, abrindo assim espaço para a faialense na Assembleia da República.
A eventualidade de ter dois deputados da República provenientes do Faial, tornam garantidamente este num dos concelhos com maior representatividade na casa mãe da democracia, atendendo à sua população.
Aproveito para desejar a todos os eleitos pelos Açores um excelente trabalho na defesa e na dignificação de todos nós.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO