O jornalista descompensado

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Rui Martins
Rui Martins

Fui contemplado, no diário faialense – que toda a gente sabe qual é, por ser o único que temos – com um artigo de opinião do seu diretor, Rui Gonçalves, em que me apelidava de deputado compensado.

Agradeço o elogio que o mesmo deu, pensando que estava a escrever grande ofensa. Afinal reconhece-me, recorrendo ao dicionário, como pessoa equilibrada e capaz de fazer o contrabalanço.

Lamentavelmente, face ao teor do texto, não posso retribuir o elogio, antes pelo contrário, socorrendo-me do mesmo dicionário, atentando na construção da narrativa, sou levado a afirmar que o mesmo demonstra, ao longo da sua prosa, uma particular agudização ou o seu sinónimo, descompensação.

Parece-me que uma das razões será a intolerância à critica. Essa faculdade dada pela humildade que parece não ter. Antes pelo contrário, à inimputabilidade da outorga, que defende como direito supremo, quando, mesmo apenas aparentemente, é posta em causa, responde com o inventário pessoal, o estigma populista e a uma autoridade moral apenas possível de identificar na exata proporcionalidade da sua incapacidade de olhar reflexivamente o seu narcisismo.

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