O mito do número 6, ou a disponibilidade

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Li há dias nesta tribuna, que é das ilhas, e daqueles que queiram partilhar com os faialenses, os seus sonhos de menino, alargada a todos os que possam, ou o queiram vir a fazer, espero eu, uma recente sinopse apresentada por um colega de página, que mesmo que quisesse, não me podia deixar indiferente, face à tentativa, vã, é certo, de beliscar a composição das listas do PS, dando especial destaque ao número seis.
Tal situação referia o meu estimado colega o facto do mais recente deputado, representante do Partido Socialista, Tiago Branco, ter ido em número seis, na lista de deputados do PS, nas últimas regionais, e agora estar a assumir a função de deputado.
De facto, foram já algumas pessoas em número 6, 5 ou outro qualquer, que vieram a exercer cargos de importância na ilha do Faial, relembrando João Castro, antigo Presidente de Câmara e atual deputado na AR, e o atual Diretor Regional da Juventude, Lúcio Rodri-gues, antigo presidente de junta e deputado regional, nada de anormal, de-monstrativo apenas de que os 12 elementos que compõem a lista de deputados do PS estão aptos para o exercício das funções que forem necessárias desempenhar.
Se os 27 anos do Tiago Branco lhe dão, para alguns, a inexperiência da vida, os mesmos 27 anos, para outros, dão-lhe todas as qualidades necessárias ao desempenho de um excelente trabalho. Pese embora a sua pouca idade, o deputado Tiago Branco representa, tal como outros já representaram, os jovens socialistas da Ilha do Faial e, desta forma, todos os que se enquadrando nesta faixa etária, do PS ou de quaisquer outros partidos, podem, e estou certo têm, um ponto de referência para a apresentação dos seus problemas. O deputado Tiago Branco conhece a realidade da ilha do Faial mais e melhor que muitos, o deputado Tiago Branco conhece as dificuldades das famílias e das crianças das freguesias, não porque tenha trabalhado na Câmara, mas porque, ano após ano, nos seus curtos 27 anos, tem estado junto dessas famílias, junto das freguesias, percebendo onde podia, em conjunto com os seus parceiros da JS, proporcionar a muitos um melhor natal, um melhor dia de festa, por isso, pelo conhecimento pessoal das suas qualidades e capacidades, confio, plenamente no trabalho do deputado Tiago Branco, em prol do faial e dos faialenses.
Mas não foi para elogiar o deputado que escolhi este tema para esta semana, escolhi porque nestas coisas de se apontar o dedo aos outros, sobram sempre três que ficam voltados para nós.
Nas mesmas eleições regionais que falava há pouco, o meu estimado colega de página foi também candidato, pelo CDS-PP, mas em número um. Não tendo obtido o número de votos necessários para exercer tão importante função, desconhecemos se assumiria o cargo, fazendo, no entanto, fé que o assumiria.
No entanto, a dúvida não é totalmente descabida, embora alguns desconheçam, porque o cabeça de lista pelo CDS-PP às eleições regionais de 2016 foi também candidato, em número quatro, à Câmara Municipal da Horta, em 2013, numa coligação entre o PPD-PSD/CDS-PP/PPM, e, curiosamente, nestas quase 104 semanas de reuniões quinzenais do Município da Horta, nem por uma vez, uma única, o mesmo se fez representar. É verdade que o mandato ainda não acabou e que pode sempre, nestas cerca de 10 reuniões que faltam para terminar o mandato, aparecer, mas…
Tudo normal se nunca tivesse sido necessário proceder-se a substituições, por impedimentos pessoais, ou ausências da ilha, mas, na verdade, a representação da lista da coligação chegou já ao número sete, não se tendo  feito re-presentar, uma única vez, por motivos pessoais, imagino, duas das pessoas dessa lista, uma das quais, para nosso espanto, o meu estimado colega de página.
Uma coisa podemos depreender, a causa que abraçou, há quase quatro anos, “Pela Nossa Terral” não sortiu efeito. Não o motivou, não o entusiasmou, ou então, o que disse, também no último escrito, relativamente ao antigo Deputado Fernando Menezes, atual Presidente da Assembleia Municipal, aplica-se única e exclusivamente a si, pois só aceitaria os cargos, se fosse Presidente, neste caso Deputado.
É que o Presidente da Assembleia Municipal da Horta, Fernando Menezes, de quem me abstenho sequer de tecer qualquer comentário, pelo percurso de vida e dedicação, por todos conhecidos, aceitou ser candidato a presidente do cargo que atualmente ocupa, 12 anos passados sobre o seu abandono da função de deputado, não saltitou de um lado para o outro, como muitos pretendem fazer e demonstrou, com esta sua candidatura, apenas uma coisa, disponibilidade.
São bem poucos aqueles que, tendo exercido, durante 2 mandatos, o cargo máximo da autonomia, se disponibilizariam, para estar, uma vez mais, junto do povo, ajudando a construir um futuro melhor para e pelo Faial, para e pelos Faialenses. Bem vistas as coisas, as críticas escritas deviam afinal ter sido elogios.

 

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