O Mundo Rural, o setor primário, e os de sempre

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A Câmara Municipal da Horta tem, ao longo dos últimos anos, dado uma especial atenção ao setor primário. Várias são as apostas levadas a cabo pensando este setor tão importante para a nossa ilha e do qual dependem um grande número de agregados familiares do nosso concelho.
Desde que este Executivo assumiu funções, e no seguimento do que vinha a ser feito, procedeu a diversas intervenções e diligenciou para que outras fossem feitas, quer ao nível do abastecimento de água à lavoura, quer mesmo nos caminhos agrícolas.
Nem sempre todas as entidades têm estado do nosso lado e a Oposição tem sido assaz demagógica em acusar a autarquia de “passar cheques em branco” ao Governo Regional no que a estas matérias diz respeito.
Hoje, e quando nem uma semana passou da realização do Encontro do Mundo Rural, não posso passar sem destacar este que é o maior evento dedicado ao setor primário na ilha do Faial.
A Câmara Municipal da Horta é o único Município da Região, a promover um efeito desta envergadura, anualmente, promovendo o setor primário e a agricultura da ilha do Faial. Nesse sentido tem, em conjunto com várias entidades, unido esforços, e primado por promover este certame.
É fácil organizar um evento desta natureza? Podem ter a certeza que não!
É Impossível? Concerteza que não!
Encontrou-se o modelo adequado? Certamente que não!
Então o que falta, pergunta-me o leitor? Falta uma coisa simples, falta as pessoas gostarem da sua ilha. Sem rodeios, falta orgulho e maior união da sociedade civil nestas matérias.
Este ano, algo que já não acontecia há muitos anos, tivemos mais de 30 expositores/empresários/instituições, alguns dos quais das vizinhas ilhas de São Jorge e do Pico. Os empresários quiseram marcar presença no Encontro do Mundo Rural e isso parece-me muito bom. No entanto, as criticas surgem sempre, sobretudo de quem, sendo empresário, não quer participar. Uns consideram os espaços são exíguos, que não têm as condições ideais, outros quando eram colocados no interior dos pavilhões achavam-se fora do circuito dos visitantes.
Tivemos um leque de palestrantes de excelente qualidade, em várias áreas, desde águas, ambiente, agricultura, produção biológica, entre outros. A adesão da população a estas palestras? Nula. E isso entristece qualquer organização. Se não se faz toda a gente critica, se fazemos não aparecem. Afinal? Qual o caminho a seguir?
Destaco, sem dúvida, o excelente trabalho feito pelas diferentes associações presentes. Os diversos concursos bovinos e equinos decorreram de forma soberba.
Quando pensamos que já nada nos surpreende, fomos surpreendidos, e perdoem-me o pleonasmo, por um espetáculo equestre magnifico, juntando arte e engenho, que só quem assistiu pode perceber.
Nem tudo são rosas, claro. O tempo não ajudou e a verdade é que a chuva afastou muitas pessoas de São Lourenço.
Outro aspeto menos positivo está relacionado com as condições de estacionamento. Não nos podemos, nem queremos, isentar de responsabilidades, mas não posso aceitar calado as criticas apontadas à organização. Estacionar convenientemente é da responsabilidade de cada um dos senhores condutores que devem ter o bom senso de pensar que não podem parar as suas viaturas em zonas de acesso ao parque. Que têm que pensar que estão a prejudicar os outros. É óbvio que temos que encontrar uma estratégia para minorar estas questões, mas há que haver uma responsabilização dos não cumpridores nesta matéria.
Gostaríamos de ter mais e melhores condições? Claro que sim. Mas não consigo conceber a critica fácil e mordaz, tenho de a aceitar é certo, mas também esses críticos têm de aceitar que os critique quando pouco ou nada demonstram ser capazes de dar à sua comunidade, quando contrariamente a outros, não se preocupam e acompanham o esforço do Município em receber os Turistas de cruzeiros, promovendo os produtos locais, apelando ao seu consumo, com um simples ato de abrir as suas portas e colocar à disposição dos turistas os seus produtos. Quando vivem à volta dos seus interesses pessoais, e de quando em vez acordam para a vida e tudo afinal está mal feito e a culpa é de todos menos deles. Custa muito mais construir, que destruir, mas façamos um esforço, pode ser? Não custa muito, e se todos contribuírem, faremos da Ilha do Faial uma ilha ideal para habitar ou visitar.
No próximo ano, teremos a Feira Açores no Faial. Apraz-nos registar isto e começar já a preparar o evento, naquilo que nos diz respeito, para que tenhamos mais um grande certame. Para que os nossos profissionais do setor primário vejam valorizados os seus produtos e as suas iniciativas e acima de tudo, se promovam os produtos locais de elevada qualidade produzidos na ilha do Faial.

Para o ano, há mais! 

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