O pior Governo do mundo civilizado

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TI

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Não estou com paciência para rodriguinhos e por isso dirijo-me já – e à bruta – para o assunto que aqui me traz. Começo por dizer (neste caso escrever) que estou farto da ditadurazinha de trazer por casa que o Partido Socialista criou nos Açores. Depois de mais de vinte anos de poder, dominam a quase totalidade da administração pública regional e o gigantesco – e cada vez mais arruinado – sector público regional. Teceram cumplicidades, complacências, anuências, obediências, servilismos e silêncios em redor de uma parte significativa da sociedade açoriana.
Dominam e influenciam quase tudo. Mandam nas consciências de muitos e determinam o modo de vida e a subsistência de muitos outros. Ameaçam e coagem os mais desfavorecidos e os pobres de espírito. Transformaram os Açores numa imensa prisão de consciências e de vontades. Alguns temem por si e muitos pelo futuro dos seus filhos e netos. Está na hora de acabar com este estado de coisas e de derrubar estes ídolos de barro!
De que está à espera a sociedade açoriana para correr com esta gente do poder? Para colocar a trabalhar e a ganhar calos nas mãos as centenas de “filhos da situação”, que nunca fizeram nada nesta vida e que parasitam por aí à nossa custa? De que estamos todos à espera para acabar com a arrogância desta gente, que vive à custa do nosso trabalho e do nosso suor? É medo? Temos medo? Tenho a certeza que medo não será. Conheço suficientemente a História e o carácter do Povo Açoriano para saber que o medo não mora na alma açoriana. Os açorianos foram sempre os primeiros e os mais destemidos soldados do país. Nas praças africanas, contra a Espanha dos Filipes, na Revolução Liberal – os melhores dos “Bravos do Mindelo”, na guerra contra os absolutistas – ou mais recentemente na Guerra Colonial.
Os testemunhos que existem em relação à valentia dos soldados açorianos na Guerra Colonial são extraordinários e comoventes. Bem sei que o combate às guerrilhas africanas é, para muitos, uma guerra maldita. Mas para mim os que combateram – e morreram – pela Pátria e sob a sua bandeira, merecem todo o respeito e todas as homenagens. Entre eles estão muitos açorianos. Admiro, devotadamente, o Povo Açoriano. Sei que não têm medo de nada (como me testemunharam pessoalmente muitos oficiais que os comandaram em África).
O que existe em relação a este Governo Regional decadente é bonomia e desinteresse. Mas já chega! Isto tem de acabar! Estamos malgovernados e mandados por uns tiranetes de paródia. Isto não vai lá com palmadinhas nas costas e muito diálogo. A eles não lhes interessa dialogar, apenas impor, coagir e amedrontar os adversários políticos e os cidadãos menos colaborantes. Todos temos de fazer a nossa parte. A começar pela oposição, que tem de ser implacável, dinâmica e mobilizadora. Como é possível que estes governos socialistas de comédia terceiro-mundista não tenham sido confrontados, ao longo dos últimos 22 anos, com uma Moção de Censura no Parlamento? Por que razão a oposição política democrática não destapa, um a um, os enormes fracassos do Governo socialista? Por que razão os plenários parlamentares não estão repletos de propostas e de moções críticas a um Governo a quem apenas reconheço competência para governar os Ilhéus das Formigas?
A oposição política tem a obrigação de trabalhar de forma muito mais intensa e assertiva. De mostrar aos cidadãos independentes e descontentes com esta “governação playmobil”, que podem contar com a oposição política democrática na linha da frente (para receber as primeiras balas). Muitos cidadãos livres e “críticos da situação” pensarão, não sem razão, que o exemplo tem de ser dado em primeiro lugar por aqueles que foram eleitos e são remunerados para isso. É verdade. Mas a mudança política nunca ocorrerá pela mão de um punhado de deputados oposicionista. Só o Povo é que tem a força necessária para colocar na guilhotina da História os déspotas e os jograis que os acompanham. Chegou a hora!

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