No passado dia 13 de junho fez 40 anos que perdemos o António Variações. Morreu com a idade que tenho agora, no ano em que nasci e a voz dele é uma das minhas recordações musicais mais antigas: “porque eu só estou bem aonde eu não estou, porque eu só quero ir aonde eu não vou”, ouvida no rádio de um autocarro, enquanto eu própria ia de um lugar para outro e tomava através dele e bem cedo – teria quatro, cinco anos – tão clara consciência do desajuste constante entre a vontade e a realidade.
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