Câmara da Horta fecha ano de 2016 sem dívidas a fornecedores

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Abordarei nesta e em futuras publicações, algumas das “insignificâncias“ com que o Faial se depara desde há alguns anos. Para muitos a notícia há poucas semanas divulgada, dando conta que o Munícipio da Horta fechou o ano de 2016, sem dívidas a fornecedores de conta corrente, foi apenas mais uma das muitas “insignificâncias“ que ocorrem na nossa ilha. Foi tão insignificante localmente, que mereceu mais destaque em jornais da região que nos orgãos de comunicação social locais, vá se lá saber porquê.
A verdade é que para os fornecedores do Munícipio, essa foi, e é, sem dúvida, uma notícia como muito significado, e com grande abrangência. Desde logo porque permite a todos quantos prestam serviços à Câmara Municipal da Horta, serem ressarcidos, em devido tempo, pelo trabalho desenvolvido, permitindo-lhes também, e da mesma forma, assumirem os seus compromissos para com os seus colaboradores, e sobretudo, fazer face às despesas de funcionamento que decorrem da sua atividade. Por outro lado permite-lhes ter fundo de maneio, susceptível de ser investido na aquisição de matéria prima, colocando desta forma a economia, à escala que for, a funcionar.
Tal como anunciado na altura por José Leonardo, Presidente da Câmara, este é o resultado de uma gestão criteriosa da Câmara Municipal que tem sido feita ao longo dos últimos 3 anos, assumindo-se como um contributo para a dinamização da nossa economia local, onde a autarquia paga a tempo e horas aos fornecedores.
Em 2012, neste mesmo periódico, a notícia era: Pagamento a Fornecedores: Município da Horta é o melhor dos piores nos Açores.
Num artigo escrito por Marla Pinheiro, era evidenciado que a Horta era um dos sete municípios açorianos com um prazo médio de pagamento a fornecedores superior a 90 dias, com o prazo médio de pagamento a fornecedores do município faialense no segundo semestre de 2012 de 95 dias, o que representava um acréscimo de 12 dias em relação ao mesmo período de 2011, sendo que o prazo de pagamento em relação ao primeiro trimestre do ano 2012, era de 106 dias.
Na Nota de Imprensa divulgada pelo Munícipio da Horta, José Leonardo, acrescentou que quando iniciou funções, na qualidade de Presidente da Câmara da Horta, em 2013, “o prazo médio de pagamento a fornecedores situava-se nos 121 dias, sendo que hoje o Município paga praticamente a pronto”.
Ainda de acordo com a informação transmitida, e disponibilizada, os pagamentos aos fornecedores locais serão processados de imediato após a entrada da fatura nos serviços camarários, apenas com exceção para os fornecedores que possuam várias faturas no mesmo mês, sendo que neste último caso, as mesmas serão liquidadas no final do mês a que dizem respeito.
Numa altura em que alguns procuram sobrevalorizar o negativismo, realçar o copo meio vazio, encontrar o ponto preto, na folha branca, devemos lembrar que é possível valorizar o que de bom temos e fazemos, olhar para o copo meio cheio, e perceber que na folha branca, se pode escrever o nosso futuro coletivo.
Em último caso, não se querendo associar às coisas “insignificantes“ que o Faial dispõe, valorizem a postura do Sr. Presidente da República, a propósito dos benditos ratings de Portugal.
“Nada na vida é tudo bom ou tudo mau. Há aspetos positivos e aspetos negativos. O Governo puxa pelos aspetos positivos, a oposição puxa pelos aspetos negativos. Cumprem a sua missão”.
“Está atento a uns e outros, sabe quais são uns e outros”, mas depois daquilo pelo qual o país passou nos últimos tempos, “puxa mais pelos positivos do que pelos negativos” porque Portugal, nesses pontos positivos, está melhor do que estava há um ano.
“Não é ser otimista. É ser realista, mas puxar para cima”, disse o Presidente da República, e diria eu, parafraseando José Leonardo, que há muitos anos usa essa expressão.

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