O Voo do Cagarro – Investindo no Vento Norte

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Sou um adepto fervoroso de todos os que transformam entraves em oportunidades. Admiro a versatilidade de pensamento, o engenho de saber fazer de quem pega num problema e o veste de solução e as ganas de quem não se fica e parte à conquista!
Em Angeiras, freguesia de Matosinhos, o vento norte condicionou durante séculos a saída dos pescadores para o mar. Durante 120 dias por ano, por norma, estes pescadores não se faziam ao mar dadas as condições meteorológicas. Muitos dos que, mesmo assim, arriscaram terminaram de forma dramática numa pedra que, muito significativamente, se chama de “Come Gente”.
Como resolver o problema…? Os pescadores uniram-se, sensibilizaram quem de direito, e, com a apoio de verbas europeias e nacionais, construiu-se um molhe que agora trava a ondulação que cresce sob as ordens do vento norte.
Desde há uns meses, desde que o molhe está concluído, o pescado limítrofe, fresco e de qualidade, alimenta os restaurantes de Angeiras de forma constante. Ao mesmo tempo, graças às águas agora tranquilas que banham a praia, aumentou o fluxo e uso turístico. O vento norte deixou de ser um problema e nasceram várias oportunidades que sustentam uma comunidade antes frágil e, agora, mais pujante.

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