O Voo do Cagarro – O maravilhoso mundo das reticências…

0
18

“Não concordo, pá. Já disse que não concordo!” reafirmava o meu colega cheio de certeza e, já num tom quase entusiasta, “Parece-me impensável que se usem reticências num relatório técnico. Volto a dizer, denota incerteza, gera insegurança e transmite que o autor permite ao leitor interpretações. Se queremos transmitir uma mensagem, transmitimos. Não andamos ali às voltas a hesitar, a engonhar… Para mim, quem usar reticências, está riscado. Se puder, despeço-o! Processo-o!” Tinha, claramente, passado do entusiasmo ao delírio… “Se for um poeta, ainda vá, mas um técnico?! Nem pensar. É logo ali! Rua!”
De facto, o uso de reticências na linguagem técnica tem que ser bem medido. Já na narrativa, é uma ferramenta auxiliar da escrita como outra qualquer. Da mesma forma que usamos a exclamação e a interrogação, para ilustrar entoações de voz, umas reticências dão sempre jeito.

Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes

Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO