Obras públicas “ajudam a manter o nível de emprego na construção civil”, afirma Ana Cunha

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DR/GACS
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A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas afirmou hoje que o setor da construção civil e as obras públicas “assumem uma importância acrescida neste novo enquadramento que estamos a atravessar, que ainda não sabemos quanto tempo vai durar”.

Ana Cunha, que visitou o Grupo Marques, salientou que as empresas de construção civil“ tiveram a capacidade de, não só não parar, mas também de se reinventar, de alguma forma, e de se adaptar a todos os condicionalismos decorrentes da situação de pandemia e em termos de empregabilidade, naturalmente que é um setor que, mantendo o nível de emprego, nos dá alguma tranquilidade”.

A titular da pasta das Obras Públicas lembrou que “esse nível de emprego mantém-se havendo obras” e apontou o exemplo da obra do Porto de Ponta Delgada, “que tem um prazo previsível de execução de cerca de três anos, que, coincidentemente, começa nesta altura e que dá aos empreiteiros, aos subempreiteiros, aos fornecedores, a toda uma panóplia de empresas que vão estar associadas àquela obra, garantia de trabalho por um período que não é curto”.

Ana Cunha referiu ainda o facto de o plano do Governo dos Açores “não ter sofrido um corte, em virtude da COVID-19”, em termos de investimento, “precisamente porque se entende que é necessário manter um determinado nível de investimento para que as famílias continuem a ter o seu sustento, o seu trabalho, e as empresas, também naturalmente, e todos os agentes económicos”.

A Secretária Regional afirmou que “o setor da construção civil fez um esforço muito grande para não parar as obras que tinham em curso, algumas sofreram atrasos, mas não pararam e isso fez-se com muito custo e com grande esforço de adaptação”, tendo sido “muito importante, na medida em que, apesar de, em alguns setores, em algumas áreas mais pequenas, terem tido de recorrer ao layoff, a maioria não recorreu, manteve a empregabilidade”, sendo que, neste caso, o Grupo Marques “até admitiu mais pessoas, na parte da carpintaria e da serração, o que é de salientar e de realçar”.

Nesta visita, Ana Cunha teve também oportunidade de ver como é que se “potenciam todos aqueles que são os nossos materiais endógenos na Região, que é um tema que nos é muito querido, na Secretaria Regional, mas, sobretudo, através das ações levadas a cabo pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil”, tendo constatado os vários exemplos de inovação, “na parte das madeiras e na parte dos tais experimentalismos de que falava, desde óleos extraídos de matérias que já não têm utilização, desde a utilização dos restos de madeira para exportação”, adiantando que “nem sempre a sociedade civil tem noção da dimensão do negócio que está aqui na nossa Região”.

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