Para o dirigente da associação, continua a “não haver” valorização remuneratória assim como não há previsão para o subsídio de risco que foi aprovado na Assembleia da República em janeiro de 2018.
“A única coisa que há, segundo aquilo que aparece, é o devolver de uma dívida que o Governo tem com os polícias porque cortou indevidamente os suplementos em tempo de férias”, refere lamentando que o investimento não é suficiente.
“Nós não vemos motivação nem vontade de estabilizar a instituição. Continua a não haver aposta nos recursos humanos e, por isso, (o Orçamento do Estado) fica muito aquém daquilo que eram muitas das promessas feitas no passado e que não foram cumpridas”, frisa.
O Governo estima adquirir no próximo ano armamento e diversos equipamentos de proteção individual para as forças e serviços de segurança no valor de cerca de 5,2 milhões de euros, segundo a proposta do Orçamento do Estado.
A aquisição de armamento e diverso equipamento de proteção individual e para funções especializadas está prevista na Lei de Programação e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança, que fixa objetivos até 2021 para a realização de investimento na PSP, GNR e SEF.
“Apesar de o investimento ser superior ao que existia continua muito aquém das expetativas dos profissionais”, considera Paulo Rodrigues.
A proposta do Orçamento do Estado para 2020 e que foi entregue na segunda-feira à noite na Assembleia da República adianta que o executivo vai continuar com a aquisição de viaturas no âmbito de procedimentos plurianuais, representando um investimento de 57 milhões de euros.
“Nós ainda vamos analisar o documento porque o investimento plurianual já foi um modelo utilizado na legislatura anterior e não vimos grandes diferenças porque o impacto, apesar de o dinheiro existir, os concursos são muito demorados”, conclui

















