Estava em Angola, na cidade de Luanda, onde trabalhava. A notícia foi recebida com alguma preocupação, mas as rotinas das pessoas mantiveram-se as mesmas durante os primeiros tempos. Embora se esperassem mudanças em Angola estávamos convencidos de que não seria para pior. No entanto, as mudanças repentinas na Metrópole e em Luanda, fizeram-nos perder a esperança de lá continuar. Eu trabalhava no “Jornal de Angola” e só decidi vir para o Faial depois de ter rebentado uma bomba no jornal. Não morreu ninguém, porque quando foi lá colocada os empregados já haviam saído.
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