Opinando Objectivamente – TÓPICOS: 1-Os Dabneys 2-Burocracia 3-Moda 4-Citação 5-Lembrando

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1 Um sobrinho da Maria João, nascido e residente em New Bedford, enviou-me um exemplar da edição de 22 de Fevereiro de “O Jornal (The Portuguese Journal) que se publica em Fall River.

Naturalmente por incluir uma reportagem, iniciada na 1ª. página, intitulada “Os Dabneys e a vida no Faial”, com o subtítulo “Revelada uma história que atravessa gerações e o Oceano Atlântico” referente ao lançamento, no Museu da Baleia, do livro de Maria Filomena Mónica, com o patrocínio da Fundação Luso-Americana cuja primeira apresentação foi feita na Horta e noticiada por “Tribuna das Ilhas”.

Presentes agora, além da autora e do Presidente da dita Fundação, o Secretário Regional Oliveira Rodrigues, o Embaixador de Portugal, Nuno Brito, o Congressista William Keating e o descente da Familia Frederick L. Dabney.

Na sua intervenção salientada em “O Jornal”, este último começou por dizer “que se orgulhava do novo trabalho”, adiantando: “Mas também muito humilde pelo tributo extraordinário à minha família e somente espero que levará a melhor comunicação, e certamente pelo nosso ponto de vista, mais visitas ao Faial”.

Por sua vez, a escritora revelou que inicialmente tinha recusado por ser apenas “uma história de uma família ligada à baleia, e achei isso muito exótico”.

Mas depois de ler os Anais “graças à persistência do Dr. Mário Mesquita fiquei fascinada com a generosidade desta família em prol dos locais”.

E o Presidente da Fundação “Salientou que páginas da nova antologia são janelas abertas para a história do Arquipélago dos Açores”.

Pelo êxito alcançado na Cidade irmã da Horta, em que a cerimónia registou uma afluência de mais de 250 pessoas, e, também como lemos, o repórter esperava que, “igual sucesso” se repetisse em Fall River, Providence e Boston. 

Ainda em referência à desenvolvida reportagem, dois factos desconhecíamos:

“Os Dabneys eram a favor do Norte e firmes defensores da abolição da escravatura, tendo Charles W. Dabney proibido o fornecimento de carvão a navios da Confederação”

“O povo da ilha estava tão bem impressionado com os seus americanos que lhes deram uma festa de despedida à medida desta família distinta que culminou com uma regata que teve lugar a 24 de Junho de 1891″.

É que confesso também ter apenas folheado páginas das duas mil dos Anais, publicação que até guardo com o merecido cuidado, mas que estou igualmente interessado em ler “Os Dabneys e a vida no Faial”, na verdade em versão mais acessível, mormente a quem já fez 90 anos, aliás o tempo da histórica Saga dos Dabnevs, cujos frutos os faialenses continuam a saborear e, quiçá sem saber, motivo do prestigio que tem nas outras Ilhas.

 

2 Voltamos a falar da faialense Graça Silveira, nanja por ser minha afilhada que seguiu as pisadas políticas da tia João. 

Na estreia como candidata democrata-cristã a deputada pela sua terra, lutou qual D. Quixote, mas contra os senhores do parreiral e ventos adversos de todos os quadrantes vindos.

Convicta, porém, de sua razão quanto à modernização da agricultura, onde até já surgem bons propósitos nesse sentido.

Todavia, vêm esbarrando numa pecha nacional: a “burocracia!

Caso paradigmático, o da cultura de cogumelos pela Empresa “Pomar do Atlântico”, de Emanuel Silva, cujo projecto, apesar de aprovado há 2 anos, terá parado devido a consecutivas exigências burocráticas quiçá por parte da Secretaria Regional, aliás a única sedeada na Ilha.

E o pior é que ninguém sabe a quem reclamar.

Antes, ainda havia um Governador.

Agora, é um tal descarregar para a esquerda, como se dizia na tropa…

 

3  Passou a ser moda, politicamente falando, o uso dos termos “Republica” e “Regional”, nem que fossem dois órgãos de governança independentes.

Ora, “Republica” é tão somente uma de governar, ou Estado que, após a destituição da Monarquia, vigora em Portugal, abrangendo todo o território nacional, isto é, Continente e Ilhas.

E nem madeirenses nem açorianos deixaram de ser portugueses, com a conquista pacífica da Autonomia, embora naturalmente sujeitos em muitas coisas ao poder central, mas sem precisarem pedir licença, como fazíamos na Escola, para…

“Regional” percebe-se, quiçá mesmo designação correcta.

Mas “República” é que não dá para entender.

Seria preferível continuar com os nomes tradicionais, como: Governo central, Terreiro do Paço ou até Lisboa.

 

4 Na Televisão, sempre aberta ao velho “Pai da democracia”, Mário Soares, desta feita,ultrapassou os limites ao dizer, como maçónico que se preza: “Por muito menos o Rei D. Carlos foi morto “.

E, pelo que ouvimos a categorizada historiadora, trata-se de conhecida citação jacobina até usada por Afonso Costa referente ao reinado do penúltimo monarca português: “Por muito menos morreu Luís XVI”.

 

5 Com natural interesse fiquei a saber da “boa actuação da equipa de Voleibol do Castelo Branco na serie Açores 2, mormente frente à de Santa Maria, já que é caso à parte a da Fonte do Bastardo, Terceira.

Por sinal o C.B.S.C. faz parte das minhas memórias desportivas que vão às décadas de 30/40 do século passado.

Sobretudo relacionadas com a modalidade do Basquetebol, em que as equipas daquele Clube e a do Fayal Sport mantiveram, durante alguns anos, uma disputa entusiasta e sã com sistemas antagónicos: uns com passes curtos e estonteantes; outros compridos para o S. Pedro (Neves).

Este a encestar e o Manuel Bulcão, a distribuir ou pivô/base como agora dizem, teriam lugar nos grandes de hoje.

E nunca nos esquecemos desses companheiros cujos nomes lembramos:

Do Castelo Branco – Maurício, Leal, Emircio, e os irmãos António Bulcão, Manuel e Alfredo (6º.jogador);

Do Fayal Sport – José Dutra, Manuel Almeida (Batata), António Neves (S.Pedro), Armando (Constantino ) e Mário Thieres (6º.jogador).