Opinando objectivamente – TÓPICOS: 1-Papas 2-Agricultura 3-Açores 4-Desopilando

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Francisco 

1  Inesperadamente mais um Papa surgiu na minha vida terrena, e só Deus sabe se outro ainda virei a conhecer.

Dou, assim, graças pela oportunidade de escrever estas linhas sobre a eleição de Mario Bergoglio, Arcebispo e Cardeal de Buenos Aires, o primeiro Papa Argentino nos dois mil anos da Cristandade.

É certo que grandes Pontífices italianos houve, como os já referidos nestes Tópicos, contudo foi assaz natural a satisfação verificada aquando das eleições de João Paulo II e de Bento XVI, o mesmo sucedendo agora com Francisco cujo nome do Santo de Assis bem merecia entrar no Papado.

Como também assenta como uma luva no Papa Argentino, pelo pouco /muito que vimos e ouvimos pela televisão, e com certeza o leitor.

Iremos, porém, salientar o que mais nos sensibilizou:

– Terminado o conclave, dispensou viatura especial, preferindo ir com os Cardeais para a Casa de Santa Marta;

– No hotel, onde estivera hospedado, jamais haviam visto um Papa, como qualquer cliente, a pagar a sua conta ao balcão, do que fez mesmo questão;

– Parece-nos estar a ver o espanto do dono do quiosque, de visita matinal para compra de jornais, ao ouvir a voz do Cardeal a quem, na despedida, vaticinara sua eleição;

– Audiência com a Presidente da Argentina que o foi felicitar, beijando-a carinhosamente em sinal de amizade, e que o passado era passado;

– Não deixou também de causar surpresa ver Francisco com os seus sapatos habituais, porventura a peça de vestir que aos homens mais conforto dá, e que nos fez recordar o inesquecível filme: “As Sandálias do Pescador”.

Ainda a propósito do nome, uma dúvida surgiu entre os numerosos fieis que ao anoitecer acorreram à Praça de São Pedro: Em qual dos dois Santos o novo Papa se havia inspirado: 

Se Francisco Xavier, o missionário do Oriente que enfrentou sacrifícios sem conto, até à morte, no cumprimento da missão dada por Jesus aos Discípulos para levarem a “Boa Nova” aos confins da Terra.

Ou Francisco de Assis que se despejou de sua riqueza a favor dos pobres.

Ficando-lhe mesmo na cabeça (levou um dedo à testa) o apelo feito pelo Cardeal brasileiro sentado a seu lado no Conclave quando já era certa sua eleição: “Não se esqueça dos pobres”.

De facto, uma invulgar coincidência, tratando-se de dois Santos assaz conhecidos da Cristandade, a dar lugar a um “tabu” que seria desvendado na “Conferência de Imprensa” e que constituiu a “caixa” do século oferecida, nanja a um, mas aos cinco mil jornalistas presentes para quem teve palavras de muito apreço como divulgadores pelo mundo inteiro da Verdade que calou Pilatos, já que Jesus era a própria Verdade.

Assaz significativo foi a gente de todas as Cores e Raças que encheu a grandiosa Praça de São Pedro para assistir à Entronização do Papa Francisco, com a presença de Chefes das principais Religiões e de doze dúzias de Representações Diplomáticas quando em 1914 não passavam duma apenas, isto é, no inicio do pontificado de Bento XVI.

Concluindo, mais uma vez tivemos o gosto de ver o “fumo branco” sair da famosa chaminé, e, momentos depois, ouvir a saudação aos católicos do Papa que veio do fim do mundo.

FRANCISCO (À ESQ) E BENTO XVI (EMÉRITO) Abraço de dois Papas, pela 1ª. Vez na Cristandade

2 Na última campanha para a eleição de deputados à Assembleia Legislativa Regional, os faialenses voltaram a passar quase ao lado dos democrata cristãos.

E desta feita com uma equilibrada lista de idóneos candidatos, até encabeçada por uma patrícia, professora universitária especializada na transformação dos produtos da terra, tendo mesmo deixado sábios conselhos no sentido de o Faial apostar forte no sector económico através de projectos inovadores, modernizando a agricultura e a premiar o trabalho.

A propósito, falou nas bolsas de terrenos que estão a surgir com grande êxito no Continente.

Acreditamos tratar-se duma iniciativa que viria contribuir para resolver um problema de há anos, quiçá motivado por discutível lei sobre o arrendamento de terrenos agrícolas, aprovada no tempo da governança laranja, apenas com os votos contra do CDS.

3 Ouvimos recentemente, no programa da TV24 “Pensar Portugal” um senhor de nome Alexandre Quintaniilha, assaz viajado pela África do Sul e Estados Unidos, pelo menos, a dizer “raios e coriscos” do nosso País, naturalmente para atingir o antigo Regime.

Mas essa de “há 20 anos quase não havia electricidade nos Açores” é demais, ou até diz tudo …

4  As “brincadeiras de mau gosto, referidas oportunamente na secção” Desce do T.I., fez-nos recuar aos anos 30 do século passado.

Na tipografia do “Correio da Horta”, um empregado havia que à inteligência nada devia pelo que era normalmente motivo de galhofa dos colegas por se acharem mais espertos.

Certo dia, mandaram-no à Feteira levar um recado a presumível destinatário.

Horas passaram até que voltasse à oficina.

E mal entrou, as gargalhadas soaram, só que o feitiço se virou, ao ouvirem: Enquanto vocês estiveram a trabalhar aí fechados, eu até gostei do passeio …

 

 

 

 

 

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