Início Artigos de opinião Armando Amaral Opinando objectivamente TÓPICOS 1-Papas 2-Honorário 3-Pequeninos 4-Porta

Opinando objectivamente TÓPICOS 1-Papas 2-Honorário 3-Pequeninos 4-Porta

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João Paulo I 

Seu Pontificado terá sido dos mais curtos nos dois mil anos da Igreja.

Mesmo assim, decisões teve que ficarão para a História dos Papas.

a eleição, em 26 de Agosto de 1968, do Cardeal italiano Albino Luciani no primeiro dia do Conclave, foi acontecimento pouco vulgar.

Como, aliás, o foi a escolha do original nome duplo, em merecida homenagem aos antecessores Papas, João e Paulo.

Sua personalidade e humildade ficaram bem vincadas ao substituir a Coroação por um Pálio e veste de lã conferida aos Arcebispos da Igreja.

Bem acolhida foi ainda a intenção manifestada no sentido de prosseguir a publicação dos documentos conciliares do Vaticano II.

Aliás, um desejo que João Paulo I não pôde cumprir devido à sua prematura e inesperada morte, em 28 de Setembro de 1968, causada por ataque cardíaca, um mês após a eleição, dando lugar a grande consternação dos milhões de católicos.

E como então escrevi, terá sido um botão mimoso e prometedor que não chegou a desabrochar em rica planta que deu a mais linda Flor das Flores.

 

à margem

Para este tópico tive de recorrer à recente publicação “Crónicas dos Papas”, de P.G.Maxwell-Stuarte, uma oportuna oferta de Natal de meu filho Constantino que me vem passando ao computador estes escritos em que esferográfica e velha máquina disputam primazia.

 

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Não há muito tempo que se dizia que Carlos César iria ser nomeado pelos próceres socialistas para Presidente Honorário do Partido nos Açores.

E a notícia não ficava por aqui, pois acrescentava que passaria a ter prerrogativas quiçá inéditas na tradicional honraria

É que o conhecido e popular político, nato em S. Miguel, ficaria com o privilégio de não só presidir ao Congresso mas também a reuniões da Direcção, podendo usar do veto ou de ter a última palavra.

Aliás, uma coisa algo parecida com Jesualdo Ferreira quando foi nomeado “manager” do futebol leonino.

Entretanto, cheguei a pensar que tudo isso teria morrido à nascença, não passando de mais uma dessas boas intenções de que dizem o inferno estar cheio.

E eis, porém, que o vejo, sorridente como de costume, no palco do Teatro Faialense, a presidir à abertura do Congresso para a eleição de Vasco Cordeiro.

Mas só por jornalista continental da RTP é que fiquei esclareci de que estava ali a estrear-se como Presidente Honorário, e não só…

Se bem com as mudanças verificadas na Mesa de Honra me terão baralhado, tanto como ao treinador do Braga perante as alterações feitas por Jesus no Benfica.

 

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Infelizmente tudo serve para se desprestigiar o antigo regime conhecido por Estado Novo, mesmo até por figuras que nem precisavam recorrer a atitude de baixa política para se valorizarem.

Agora, foi num “frente a frente” da SIC que teve como protagonista Ângelo Correia do PSD e  Zorrinho do PS.

A certa altura, não nos lembramos por que razão, veio à “baila o Dr. Bissaia Barreto e consequentemente o seu Portugal dos Pequeninos, uma original iniciativa, visando dar uma ideia à gente de palmo e meio dum País multirracial, e que ainda é visita obrigatória, a quem vá a Coimbra.

Mas essa de ser um exemplo do “pensar pequeno” dos políticos de então é mais que suficiente para se aquilatar da doentia parcialidade dos ditos comentadores, a quem perguntamos:

– A exposição em 1940 do Mundo português; plano de Escolas; viaduto Duarte Pacheco; renovação das Marinhas; estaleiros do Alfeite; porto de Sines; navio-hospital de apoio aos bacalhoeiros; estádio nacional; restauração de Monumentos; Ponte Salazar;.Cabora Bassa; Colonato do Catofe… foram obras de “pensar pequeno”?

E quanto às Finanças, apenas isto: Quando em 1968 estivemos na Itália, um vendedor ambulante disse-nos em Milão: dinheiro estrangeiro, sóaceito dólares e escudos!

 

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   Que Ponta Delgada é a capital dos Açores é coisa de que já estamos habituados, ou fartos de ouvir, mas como açoriano não nascido na ilha maior (nanja o Pico do saudoso poeta Almeida Firmino ) não conseguimos digerir, especialmente quando dita por indígena.

Porém, essa agora de Ponta Delgada ser a porta de entrada dos Açores, como se não houvessem outras, pelo menos as das ex capitais de Distrito, é o máximo, mesmo que a chegada, ou passagem, só se fizesse pelo mar, o que até nem é o caso.

E na era da aviação, a maior porta é, sem dúvida, o aeroporto das Lajes, na Terceira, o que até já motivou duas Cimeiras internacionais.


 

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