1) As Selvagens, ilhas da Região Autónoma da Madeira, mais próximas até das Canárias e mais conhecidas por seu esquisito nome, estiveram na berlinda nacional, mas por dois dias, isto é, quantos durou a visita presidencial, contando com a partlda/ chegada a Lisboa e passagens por Porto Santo/Funchal.
Nem a grave crise política portuguesa fez com que a viagem fosse adiada, o que parecia nada a haver que a tal obstasse, já que as duas ilhas nem habitadas são, com certeza por nem água terem. Mesmo assim, Cavaco Silva fez questão de alí passar uma noite, constando ainda da visita a colocação duma anilha num dos cagarros, únicos habitantes assaz pacíficos das Selvagens.
Todavia algo fica no ar, ou por explicar.
Além do interesse espanhol para que sejam consideradas como ilhéus e consequente internalização das respectivas águas, ficando abertas à sua grande frota pesqueira, acontece ainda que as riquezas materiais existentes nas profundezas marítimas começam a ser faladas e cobiçadas.
Ora, como se sabe, Portugal possui a maior Zona Económica Exclusiva da Europa podendo mesmo vir a ser aumentada, e quem nos diz que esta visita relâmpago com pernoita não traga algo na manga?
Ou se não estaremos perante uma grosseira versão do Tordesilhas no século 21, nanja, porém, a dois, mas às dúzias?
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2) A comemoração do cinquentenário dos Escuteiras das Angústias (Agrupamento 171) trouxe-me à lembrança o interessante movimento escutista nas décadas 30/40 do século passado na Cidade faialense. |
Dois Grupos surgiram então.
O nº. 43, da Matriz, liderado pelo Prof. Faria;
O nº. 45, das Angústias, chefiado pelo Prof. Jaime Romano de Freitas.
Com natural pena não fui escuteiro, embora compreendesse as razões paternas, por minha mãe transmitidas referentes ao primeiro, mas segui interessado os jogos de basquetebol das várias equipas que vieram dar apreciado desenvolvimento à modalidade que da Horta se estendeu às freguesias de Castelo Branco, Feteira e Flamengos.
E na sede do 43, à Rua de São João, joguei ténis de mesa com os amigos escuteiros Artur Goulart e irmão Manuel, colega liceal.
Por sinal, eram barras: um no ataque e outro a defender. Quiçá mais virado para as duas coisas, raramente ganhava.
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3) O pivô da TVÍ24, Paulo Magalhães, referindo-se à afirmação de Mário Soares de que António Seguro não deveria assinar o acordo proposto por Cavaco Silva aos três Partidos do arco governamental, disse que o antigo Presidente era o fundador da Democracia. |
Aliás, o que foi até confirmado pela ex. Presidente dos laranjas, na mesma estação, o que também estranhámos. Apetece-nos perguntar: O que foi a 1ª. Republica?
E por aqui ficamos, não indo mais atrás…
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4)Como muitos patrícios, também estranhei o fecho do Hotel Horta, mormente por ter acontecido em época alta, ou à beira, isto na altura em que a hotelaria consegue refazer-se da menor procura verificada nos meses invernosos. |
Trata-se, na verdade, de assunto melindroso que aos responsáveis diz mais respeito, já que também os mais interessados na manutenção duma unidade hoteleira assaz importante na vida económica do Faial.
Parece-nos, porém, que os faialenses teriam o direito de conhecer o que foi feito para evitar o encerramento que pôs no desemprego duas dezenas de empregados com repercussão negativa nas respectivas famílias e no comércio citadino.
Naturalmente que será de ter em conta a crise que o Pais atravessa, a influenciar mesmo o decréscimo de turistas continentais, embora não compensado com o maior afluxo, oriundo do mercado internacional que ronda 85%, segundo disse à Lusa o conhecido empresário micaelense Humberto Pavão.
Costuma-se dizer que uma andorinha não faz a Primavera, mas faz pensar o que ouvimos: houve turistas que tiveram de atravessar o Canal para irem dormir à fronteira.











