Alberto Romão Madruga da Costa – Faialense ilustre com ALMA grande

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Alberto Romão Madruga da Costa sucumbiu a fatal doença: foi notícia que correu célere, no sábado 21 de Novembro, os Açores, do Corvo a Santa Maria, chegando à Capital portuguesa e por esse mundo fora onde habite um faialense, causando natural consternação, mormente no Faial e na Horta, onde nasceu há 74 anos.

Na juventude era mais conhecido por Romão, nome de seu pai, prestigioso funcionário da Casa Bensaúde, aliás um velho costume citadino quando o progenitor era baptizado com nome pouco vulgar: Constantino, Vergílio …

Por Romão sempre o tratei, embora nos últimos anos também usasse, raramente, seu primeiro nome.

Talvez pelo facto de por Alberto Madruga da Costa ter passado a ser assim notícia logo que entrou na política, em especial no Parlamento na Horta como deputado do então PPD onde se impôs por exemplar compostura, inteligência viva e fala fácil e atraente, sendo ouvido com consideração por muitos e respeito por todos.

Aliás, foram esses atributos, próprios duma verdadeira personalidade, que terão estado na base de justa e merecida escolha para elevados cargos, tais como: Secretário Regional, Presidente do Governo e da Assembleia Legislativa dos Açores, e outros divulgados em anteriores edições deste semanário.

Imediata foi pois a reacção da Comunicação Social ao seu passamento, tanto na Imprensa açórica como na Televisão quer regional quer nacional, o que não é nada vulgar.

NA Horta Com o Romão (à minha dir.) no lançamento do livro “Aguenta Verdos”

Mas voltando ao Romão, terá sido nos Cursos de Cristandade, qual pedra no charco que era então o marmaço quotidiano nestas ilhas, que mais se cimentou nossa amizade, com um saudável convívio e o ideal católico sempre presente.

Fizemos também parte de um grupo formado na Paróquia da Matriz nomeado pelo Bispo diocesano, integrado nas actividades relacionadas com o Ano Santo de 1973/74 que continuou a reunir-se em anos seguintes.

Costuma-se dizer que os amigos são para as ocasiões, e a primeira de outras, remonta ao 25 de Abril de 74 quando tomei a decisão de com o Dr. Raposo de Oliveira passarmos a direcção do “Correio da Horta” a gente da nova geração, o que mereceu do Romão palavras concordantes e assaz oportunas que me calaram fundo.

Mal pensava que em princípios do século seguinte viria a dirigir com proficuidade o mesmo diário da tarde, outro ensejo de convivermos, mas pelo telefone que se tornára mais favorável a comunicações à distância, o que não acontecia tempos atrás em que as palavras se mediam por escudos.

Uma amizade que atingiria zénite aquando do centenário do Fayal Sport, ao aceitar de imediato o pedido para escrever a “Nota de Apresentação” no meu livro Aguenta Verdos e também para ser o orador na sessão de lançamento do mesmo na sede do veterano clube açoriano, em que a sua reconhecida competência foi mais uma vez merecedora de justificadas palmas da numerosa assistência.

Julgo ser altura para registar a jamais esquecida sentença do Alberto, partilhada com amigos no funeral do Cursista Fialho que passou últimos anos de curta vida consagrados fraternalmente aos rapazes da rua na freguesia da Conceição.

Também sempre me lembrarei de Alberto Romão Madruga da Costa, um “Faialense Ilustre de ALMA grande” cujos valiosos Talentos, de Deus recebidos, pôs a render, e de que maneira, inteiramente virados para a Comunidade açórica: social, política e cristã/católica.

E crente na sabedoria popular ao dizer que são vários os caminhos para Deus, convictamente farei minha a sentença acima referida:

Se o Romão não foi para o Céu, o melhor é a gente arrumar as botas.

Mas ninguém as arrumou!

 

O autor não escreve de acordo com o novo acordo ortográfico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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