Partido Socialista recusa ouvir pais e alunos sobre reforma curricular nos Açores

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O PSD/Açores condenou hoje a recusa do Partido Socialista em ouvir as associações de pais e de estudantes sobre a reforma curricular proposta pelo Governo Regional, alegando que a maioria quer “apressar” a aprovação do diploma, apesar da maioria das Assembleias de Escola alertar para a “falta de discussão” do documento.

“A generalidade dos pareceres das Assembleias de Escola sobre a reforma curricular aponta para a falta de discussão de um diploma denso e que terá profundas implicações no ensino básico dos Açores. O PSD propôs que fossem ouvidas as associações de pais e de estudantes, mas a maioria socialista recusou. O PS quer apressar aprovação deste diploma, ignorando as opiniões de pais e alunos”, afirmou o deputado Jorge Jorge.

O parlamentar social-democrata salientou que “a maioria que suporta este Governo Regional socialista prefere ouvir-se a si própria, em vez de ouvir aqueles que serão diretamente afetados pela reforma curricular: alunos, pais e professores”.

“Pais e encarregados de educação, alunos e professores não foram chamados a pronunciarem-se sobre tão importante documento, que aumenta as responsabilidades destes atores do sistema educativo. O Governo Regional colocou à margem da comunidade educativa na elaboração da proposta de reforma curricular”, disse.

Segundo Jorge Jorge, “a comunidade educativa açoriana, representada nas Assembleias de Escola, sente-se afastada de um processo de crucial importância para as gerações vindouras que frequentarão o ensino básico na Região”.

Nesse sentido, explicou, o PSD/Açores propôs a audição, no parlamento, dos departamentos curriculares, associações de pais e encarregados de educação e associações de estudantes de todas as escolas da Região, tendo esse pedido sido chumbado pelo Partido Socialista.

“O Partido Socialista quer apenas fazer de conta que ouve as Assembleias de Escola e ignora os pareceres emitidos por estas. Apesar desses pareceres serem inequívocos relativamente à falta de discussão da proposta de reforma curricular, o PS quer deixar a comunidade educativa açoriana à margem de um debate que é fundamental”, sublinhou.

De acordo com o deputado do PSD/Açores, “o Secretário Regional da Educação falta à verdade quando afirma que o diploma foi amplamente discutido, pois as escolas, professores, sindicatos, pais e encarregados de educação e alunos dizem que foram apanhados de surpresa e desconheciam semelhante documento”.

O parlamentar social-democrata acrescentou que aprovar uma reforma curricular profunda nesta fase, quando as escolas estão a mobilizar-se para as provas de aferição, reuniões de avaliação e exames nacionais, “levará a que este diploma do Governo Regional seja implementado de forma atabalhoada”.

O grupo parlamentar do PSD/Açores considera, por isso, que a proposta de reforma curricular do ensino básico “não está em condições de ser discutido e aprovado pelo parlamento, muito menos de ser implementado pelas diversas unidades orgânicas no próximo ano letivo”.

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