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Passeio Pedonal de Porto Pim vence Orçamento Participativo

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Já foram divulgados os resultados da votação dos 10 projetos candidatos ao Orçamento Participativo da Câmara Municipal da Horta.
Validados todos os votos, via online e presenciais, o projeto vencedor do Orçamento Participativo da Ilha do Faial é o projeto 5 – Passeio Pedonal de Porto Pim, com um total de 894 votos.
Em segundo lugar, com apenas menos 30 votos, ficou o projeto relativo à reabilitação do Porto dos Cedros e em terceiro o projeto “Vela para todos”.
O projeto vencedor insere-se na categoria de espaço público e espaços verdes e tem um valor estimado de 135 mil euros. O prazo de execução é de 12 meses. recorde-se que o valor disponibilizado pela CMH para o Orçamento Participativo é de 150 mil euros, o que corresponde a 2,5% do valor de investimento previsto para 2017.
A proposta visa a reabilitação e requalificação do espaço público que abrange a Travessa da Areinha Velha e o acesso à Praia de Porto Pim, transformando-a numa área predominantemente pedonalizada, permitindo o seu usufruto pelos habitantes da ilha do Faial e turistas, sem a presença constante de veículos automóveis.
“Não sendo esta uma zona de passagem, será possível restringir o acesso automóvel, permitindo apenas cargas/descargas e a circulação de veículos dos bombeiros, PSP, GNR e outras em situação de emergência”, pode ler-se no descritivo do projeto.
Este projeto admite que a Travessa da Areínha Velha seja transformada num espaço pedonal, assumindo um plano de pavimento em calçada portuguesa e com recurso a uma estereotomia adequada ao local.
O projecto prevê ainda a instalação de uma ilha ecológica, mobiliário urbano e alguma iluminação pública.
“Uma futura reabilitação da Travessa de Porto Pim permitirá também reordenar o estacionamento nesta área e de modo complementar admite-se, de forma autónoma em relação ao presente projeto, a criação de um percurso pedonal acessível projetado sobre a Travessa de Porto Pim, o qual garantirá a mobilidade aos peões entre a Praia e o Portão de Porto Pim”, refere o autor do projeto vencedor que acrescenta ainda que a “intervenção contribui para o objetivo de dotar a Baía de Porto Pim de um Passeio Marítimo e, simultaneamente, para a dinamização das atividades económicas nesta área da freguesia das Angústias.”
José Leonardo Silva, presidente da CMH, durante a sessão de apresentação do projeto vencedor referiu que “este foi um projeto muito participado. Foram 30 as propostas que deram entrada na autarquia e dessas, 10 passaram a projeto. Votaram nos 10 projectos 2492 pessoas, quer on line quer em papel, números que nos fazem reflectir e pensar que este é um verdadeiro acto de cidadania ativa.”
Sobre o projeto vencedor José Leonardo considera que “este projeto vai dotar a baía de Porto Pim de pessoas”.
Apurado que está o projeto vencedor, segue-se o estudo prévio e de seguida o projeto e a respetiva execução, “este projeto tem de ir ao encontro dos vários interesses e pessoas, quer residentes quer utilizadores, pelo que vamos fazer esse trabalho de apuramento das reais necessidades por forma não a resolver um problema e criar 3, mas sim resolver os problemas melhorando a nossa cidade e ambiência”, frisou o presidente da autarquia faialense.
Entretanto, algumas das propostas apresentadas vão ser aproveitadas pela autarquia, no sentido de ir, cada vez mais ao encontro das necessidades da população. Exemplo disso é a abertura da Torre do Relógio, entre outras.
Tomás Melo, que escolheu o Faial para viver, diz que este projeto é “um passeio pedonal em Porto Pim para que a área junto à agua seja destinada às pessoas e não aos carros como é atualmente. A ideia é calcetar a zona e embelezá-la.”
A ideia inicial de Tomás já tem gerado alguma polémica na praça pública, face ao condicionamento de transito que implica. Entretanto o autor da proposta mostrou-se disponível para discutir os pormenores do seu projeto se tal for necessário. nomeadamente no que diz respeito à sua operacionalização.
“Acredito que o melhor para a cidade é ter uma rua apenas pedonal. Dispus-me a ajudar no que for preciso para que o projeto fique o mais fidedigno possível à ideia original”, refere Tomás que acrescentou ainda que “já moro no Faial há 10 anos e desde o início, com o Arquiteto Pedro Porteiro, falávamos do Faial ter uma rua pedonal. A opção mais direta é a Rua Direita, mas reparámos que era complicado de implementar. Penso que este poderá ser o primeiro passo para que a cidade comece a mudar.”
Tomás Melo destaca ainda o facto das propostas apresentadas serem em prol das pessoas, “não temos propostas que visem alcatroamento de estradas ou assim. E isso permitirá à CMH perceber o que as pessoas realmente querem e organizar melhor a sua estratégia de desenvolvimento do concelho.

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