No âmbito de uma conferência de imprensa convocada hoje pelo “Grupo Aeroporto da Horta”, Dejalme Vargas, porta-voz do grupo, fez saber que os faialenses não estão satisfeitos com as últimas declarações do presidente do Grupo SATA.
O grupo, criado inicialmente na rede social Facebook saiu do mundo virtual aquando da manifestação e tem-se intensificado ao mostrar os rostos e as vozes daqueles que o defendem, em prol de todos os faialenses. Marcada, novamente, pela presença de algumas figuras políticas, nomeadamente membros do Partido Social Democrata, esta conferência de imprensa veio mostrar que este grupo não “esmoreceu” e tem estado atento a tudo o que envolve a sua essência: a melhoria das acessibilidades ao Faial.
O proponente esclareceu aos jornalistas que esta conferência surgiu no seguimento da reunião, do passado dia 14 de novembro, entre o presidente do Grupo SATA- Azores Airlines e a Câmara Municipal e do Comércio e Indústria da Horta, onde o responsável pela SATA classificou a rota da Horta “como altamente deficitária e com milhões de euros de prejuízo”. Dejalme Vargas declarou ainda que o presidente apenas veio informar que “vai reduzir o número de voos da companhia para a Horta, precisamente no período em que mais procura há e em que mais lotados andam os aviões”, lamentando ainda que “são dois anos consecutivos em que, nos meses de julho e agosto, existem semanas seguidas em que é quase impossível chegar ou sair do Faial por avião, pois está tudo lotado”.
Em declarações à comunicação social, o líder do grupo “Aeroporto da Horta” diz ser inaceitável “que o Presidente da SATA, uma empresa pública, paga com o dinheiro dos nossos impostos, ande a desempenhar, presume-se que a mando de alguém, o papel de tentar dividir o Faial e o Pico com o objetivo claro de, no fim, nos impor um modelo de transporte aéreo que sirva interesses que não os destas ilhas”. Este grupo, acusa ainda o presidente da Azores Airlines de querer “privilegiar outras rotas externas à Região em detrimento da rota da Horta, porque não tem aviões para cumprir todos os compromissos que assumiram. Por isso, em vez de apresentarem uma estratégia positiva de promoção da rota da Horta (como o fazem com outras rotas com preços altamente atrativos) reduzem os voos na época de maior procura”.
As diversas reclamações feitas à transportadora aérea também não foram esquecidas, tendo o porta-voz dito que “desde que a Azores Airlines passou a operar “sozinha” na Horta (abril de 2015) que esta operação se pauta por um folhetim inédito de cancelamentos e divergências sem comparação”.
Dejalme Vargas disse ainda que “este Grupo entende que a SATA é uma empresa estratégica para os Açores e que a sua missão é servir os açorianos de todas as ilhas nas ligações interilhas, com o continente português e com os principais locais da nossa diáspora. Essa deve ser a sua prioridade e para a cumprir com qualidade e regularidade não devem faltar nem os meios, nem os equipamentos. Mas o que estamos a assistir é à subversão completa deste objetivo e a sacrificar rotas que servem os açorianos, por opções desajustadas e altamente discutíveis”.
O representante dos “faialenses” sublinhou que a “população do Faial não está satisfeita com a operação da SATA” e que é “inaceitável que o Governo Regional, dono da SATA, ande desaparecido e escondido em toda esta questão, pois é importante lembrar que ainda não foi cumprido o compromisso do Presidente do Governo, assumido publicamente aquando da entrega do documento com as reivindicações para a melhoria das acessibilidades do Aeroporto da Horta fora da Assembleia Regional”.
A finalizar Dejalme Vargas esclareceu que o grupo confia “que as nossas instituições e forças políticas, vão saber exigir da SATA e do Governo que nos trate com justiça e equidade. Vão saber exigir da SATA e do Governo que acabem com práticas declaradamente destinadas a dividir pessoas e ilhas umas contra as outras. Vão saber continuar a lutar sem desistências não só pelo nosso direito à melhoria das acessibilidades aéreas, mas também para que a SATA nos trate de forma diferente. Este Grupo não desistiu, não desiste e não desistirá. E não se afastará dos seus objetivos. Doa a quem doer. Incomode quem incomodar. Os faialenses, pelo apoio enorme que nos dão, merecem que não desistamos”.














