Patrão Neves quer promover circuitos curtos entre fornecedor e consumidor para dinamizar produção

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A eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves esteve ontem no Faial, onde visitou uma exploração agrícola em Castelo Branco. Patrão Neves passou também pelo Mercado Municipal e pelo hipermercado Continente, para observar na prática a forma como os produtos da agricultura local podem chegar aos consumidores faialenses através de circuitos curtos de distribuição. Esta passagem pela Horta serviu para a eurodeputada mostrar que Regiões como os Açores são perfeitas para dinamizar um sub-programa comunitário de apoio aos circuitos curtos de abastecimento na cadeia alimentar, proposto por Patrão Neves ao Parlamento Europeu.

À margem da sua visita ao Mercado, a eurodeputada falou à comunicação social sobre a importância dos decisores europeus reflectirem aprofundadamente as questões da agricultura. Para Patrão Neves, é vital “assegurar que o agricultor tenha o justo rendimento do seu esforço”, para evitar o encerramento de explorações agrícolas. Por essa razão, a eurodeputada apresentou ao Parlamento Europeu uma proposta, subscrita por todos os grupos políticos, que visa “reunir todas as decisões europeias sobre os desequilíbrios na cadeia alimentar, algumas que já foram implementadas muito debilmente, outras que nunca chegaram a ser, e acrescentar as práticas abusivas que já estão identificadas”. A ideia é criar condições para que o Parlamento possa ter “uma resolução de conjunto nesta matéria”.

Em relação à proposta de apoio aos circuitos curtos de abastecimento, que integra o pacote legislativo para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), Patrão Neves explica que o que se pretende é que, no domínio do desenvolvimento rural, cada país possa estabelecer sub-programas, um deles relacionado precisamente com as cadeias curtas, aquilo a que a eurodeputada chama de “curto-circuito” entre a produção, a distribuição e o consumidor. “Esta possibilidade de desenvolver circuitos curtos nos produtos agro-alimentares é para nós fundamental porque pode desenvolver muitíssimo os mercados e a produção local, bem como promover a diversificação e um maior rendimento para o agricultor”.

Patrão Neves frisa que as vantagens não são apenas para o agricultor: ao consumidor, a aposta nos circuitos curtos permite uma melhor “identificação da origem dos produtos”, e uma “maior segurança e frescura dos mesmos”.

Para a Região, a dinamização deste tipo de políticas permite galvanizar e economia local e reduzir a dependência do exterior, com a diminuição das importações.

A proposta legislativa já foi apresentada pela Comissão Europeia, e aguarda neste momento agendamento para debate no Parlamento Europeu. No entanto, Patrão Neves está confiante nas vantagens oferecidas pela proposta e, por isso, optimista em que a mesma reúna consenso na plenária.

Para além dos apoios aos circuitos curtos de abastecimento, são propostos outros três Sub-programas: para jovens agricultores, para zonas desfavorecidas e para pequenas explorações. De acordo com Patrão Neves, os quatro sub-programas terão majorações cujos valores não foram ainda negociados, mas que poderão ir até 90%.

 

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