PCP considera útil estudo sobre as toxicodependências

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DR/PCP

Na sessão plenária de janeiro, a primeira de 2017, o deputado da ilha das Flores, João Corvelo, considerou que o problema do consumo de drogas e da toxicodependência nos Açores, “parece ser consensual” e coloca a Região “acima da média nacional nas prevalências de consumo de qualquer droga ao longo da vida e nos últimos 12 meses, na população total e na jovem adulta”.

Na sequência do debate do projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional a realização de um estudo sobre a problemática da toxicodependência, apresentado pelo Grupo Parlamentar do BE, o deputado afirmou que esta “é uma situação extremamente preocupante” uma vez que “existe uma prevalência elevada de consumos entre a população escolar, de acordo com dados do SICAD, com as óbvias e graves consequências de saúde para as novas gerações de açorianos”, disse.

Para Corvelo, “o estudo é sem dúvida útil”, no entanto, no seu entender importa “compreender que as raízes da questão são mais fundas e amplas e o combate necessário tem ser feito a vários níveis da governação para lá da saúde”, referiu.

Segundo Corvelo “há uma componente económica e social, e não apenas do campo da saúde e dos comportamentos, que não deve ser ignorada pelo estudo a realizar”, defendeu.

Neste sentido o deputado manifesta que os “fundos públicos” canalizados para a realização do estudo “seriam melhor empregues no reforço das estruturas de prevenção e combate ao consumo de drogas”, lembrando que “a própria Assembleia possui meios e inteira competência para aprofundar estas matérias e decidir sobre alterações às políticas seguidas nesta área”.

“Aliás, o Governo Regional anunciou já um conjunto de medidas nesta área, incluindo um plano regional de intervenção nos comportamentos aditivos, que competirá a esta Assembleia apreciar e acompanhar e que irá merecer toda a atenção da nossa parte”, reforçou o deputado.

De acordo com o deputado das Flores, “faria muito mais sentido encarregar a Comissão de Assuntos Sociais de elaborar um relatório aprofundado sobre esta matéria, podendo esta solicitar dados atualizados, promover audições de entidades, técnicos e especialista com intervenção nesta matéria, entre muitas outras diligências pertinentes”, entende.

No entanto, e por considerar importante que o estudo se realize, o deputado afirma: “concordamos genericamente com a proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda”, conclui.

 

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