Pedrada no Charco I

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Não só o futebol sénior deu o pontapé-de-saída, os mais jovens também já iniciaram os trabalhos de preparação com vista a mais uma época desportiva.

No entanto, convém relembrar que a pretérita época ficou fortemente manchada por uma série de acontecimentos, que não devem ser esquecidos e que importa banir definitivamente do seio da prática desportiva. Tal só será possível se todos os intervenientes no processo desportivo estiverem dispostos a contribuir para esta mudança de atitudes e comportamentos, que se impõe sobretudo no futebol de formação.

Desde logo os clubes deverão optar por políticas desportivas assentes em princípios e valores morais/éticos que ultimamente têm sido completamente relegados para segundo plano. Estes mesmos clubes deverão ser criteriosos na seleção dos dirigentes e treinadores para as suas fileiras, optando por indivíduos devidamente preparados para o desempenho das funções inerentes ao cargo que ocupam e conscientes da verdadeira essência do futebol de formação. 

Tem sido por demais evidente que a esmagadora maioria dos treinadores focam o seu trabalho de forma a exigir resultados desportivos a todo o custo, onde o mais importante é            ganhar, custe o que custar. Aqui, é primordial e preponderante inverter este tipo de conduta/acção fazendo-a incidir mais na vertente/componente humana, em detrimento de uma filosofia meramente centralizada nos resultados. 

Incutir nos atletas um maior sentido de responsabilidade, moldar caracteres, hábitos e apelar fortemente ao respeito e à disciplina por todos os intervenientes no processo desportivo.

Outro mal que assola o futebol de formação é a postura de muitos    encarregados de educação perante o processo desportivo, não sabendo até onde podem e devem intervir, assumindo em muitos casos uma postura despótica e imprudente, que em nada abona em prol do trabalho do treinador e do desenvolvimento do atleta, acabando muitas vezes por culminar em verdadeiros dramas.  

Urge um despertar de consciências para estas “epidemias” que assolam o futebol de formação regional/local, sob pena da vertente humana/moral/ética, que está indissociavelmente subjacente a esta modalidade, se esvanecer por completo, o que seria lamentável, pois como é sabido o “desporto Rei” gera paixões e emoções desde a mais tenra idade até ao mais idoso.

 

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