Plenário: Bloco aponta caminhos para dar resposta aos efeitos económicos nos Açores da invasão da Ucrânia pela Rússia

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Para dar resposta aos efeitos económicos negativos que decorrem da invasão da Ucrânia pela Rússia e que vão afetar também os Açores, o Bloco de Esquerda defende que é necessário acelerar a transição energética, diversificar a economia, garantir apoios às empresas e à manutenção de rendimentos e postos de trabalho, e criar boas condições para o acolhimento de refugiados nos Açores.

Tendo em conta que “num ápice, a União Europeia mobilizou centenas de milhares de milhões para reduzir de forma drástica a dependência energética da Rússia”, António Lima considera que perante a urgência climática é necessário “agir com a mesma maneira, em força e com rapidez para alterar desta forma acelerada a substituição das fontes energéticas fosseis para fontes energéticas sustentáveis e amigas do ambiente”.

O Bloco de Esquerda reforça também a necessidade de a Região apostar na diversificação da economia, em vez de manter “uma política económica assente em sectores de baixo valor acrescentado e assume o turismo como o único sector de fundo”.

“O turismo para além de um sector de pouco valor acrescentado é um dos mais sensíveis às perturbações do mercado, mas é esta a única aposta estratégica deste governo”, lamentou o deputado do Bloco.

António Lima alertou também para problemas que é necessário acautelar no imediato. A pressão inflacionista faz com que vários sectores sofram com o aumento de preços, desde a lavoura e agricultura, construção civil, turismo e bens de primeira necessidade. Por isso, é necessário planear já, em conjunto com o Governo da República, medidas atempadas para apoiar as empresas e garantir apoio ao rendimento e segurar postos de trabalho, por forma a mitigar os problemas económicos e sociais que poderão advir.

O Bloco de Esquerda lamenta que o PPM, partido que suscitou este debate sobre os efeitos económicos da invasão da Ucrânia pela Rússia, tenha optado por centrar o debate em “propagandear a NATO, aproveitando a tragédia de um povo”.

“Os açorianos sabem que, da parte do Bloco de Esquerda, só verão a defesa da democracia, contra os atentados aos direitos humanos e a defesa da liberdade e do direito internacional, quer sejam na Ucrânia, na Venezuela, na Palestina, na China, ou no Iraque – onde houve uma guerra que foi preparada nos Açores – estes são os valores pelos quais o Bloco de Esquerda se rege, e não andamos a ziguezaguear, nem a branquear outras guerras e outros atentados”, concluiu António Lima.