Plenário: CHEGA desafia PS a apresentar moção de censura ao Governo dos Açores

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DR/CHEGA
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CHEGA/Açores

O deputado do CHEGA, José Pacheco, desafiou, esta tarde, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o PS a apresentar uma moção de censura ao Governo Regional no seguimento das críticas apontadas pela bancada socialista, no âmbito do debate de urgência sobre a anteproposta do Programa Operacional Açores 2030 (PO 2030), apresentado pelo Grupo Parlamentar do PS.

Para José Pacheco, apesar do tema do debate de urgência ser a análise ao PO 2030, “até que se poderia falar da necessidade e grande urgência de se vender frigoríficos no Alasca, que ia dar ao mesmo” porque, explicou o parlamentar, as declarações do PS são uma “encapotada moção de censura”, advertindo, a este propósito, que se o “PS quiser apresentar uma moção de censura está no sítio certo” [Assembleia Legislativa Regional dos Açores] e faça o favor de apresentar, que depois vemos o resultado”, disse.

“Vir aqui falar da casa dos outros, da maneira como se falou, acusando, sem acusar, mas sempre tentando falar do PO, confesso que me deixou confuso”, revelou o deputado do CHEGA.

A propósito dos apoios comunitários, previstos no âmbito do Programa Operacional – Açores 2030, José Pacheco entende que devem servir para melhorar a vida das famílias açorianas, mas também das empresas, principalmente das mais pequenas. Considera o deputado que neste capítulo há que “ter o cuidado de valorizar e apoiar as famílias e as pequenas empresas, ressalvando ainda a necessidade da existência de planos relacionados com o turismo, pescas, educação e cultura, com alguns destes sectores a trabalharem em conjunto como o turismo e a cultura.

Por outro lado, José Pacheco chamou ainda a atenção para a “importância de se comprar as empresas açorianas”, referindo que “talvez fosse bom olharmos para as facturas e perceber o que significa 16% ou 23%, sendo que 23% é tudo o que é comprado fora da Região”. A este respeito o parlamentar recordou os longínquos tempos em que nos Açores se viam gráficas a braços a problemas financeiros, algumas até fecharam portas, e os livros eram impressos em empresas do continente ou até mesmo de Espanha.

Para o CHEGA são situações como estas que precisam ser alteradas, “de forma a apoiarmos o tecido empresarial dos Açores, sendo que o PO 2030 pode ser uma boa ferramenta para atingir este objectivo”, finalizou.