Foi lançado em Abril passado um concurso público para a “musealização” de um troço da antiga muralha da cidade. Para contexto, importa dizer que desde o século XVII a baía da Horta esteve cercada de uma muralha de defesa, que foi a sua verdadeira “frente mar” até à construção da Avenida. As obras de 2022 puseram à vista uma parte significativa da muralha, destruíram-lhes partes e não tiveram o devido acompanhamento arqueológico, apesar de este ser obrigatório por lei naquela área e de existir um parecer da DRAC com essa indicação. Foi feito um acompanhamento de urgência já durante a obra, apenas depois da contestação derivada da destruição ocorrida e da participação do sucedido às autoridades (o que implicaria parar completamente a obra para avaliar o seu impacto no património, o que não aconteceu). Depois da polémica, a CMH decidiu que um troço da muralha seria deixado à vista por forma a valorizar o local.
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