Pós 2020 – Açores reforçam cooperação com Macaronésia e Regiões Ultraperiféricas

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DR/GaCS

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas afirmou hoje, em Corfu, na Grécia, que os Açores têm “dois grandes espaços de cooperação” no próximo quadro financeiro plurianual a partir de 2020, nomeadamente a Macaronésia e as Regiões UItraperiféricas.

Rui Bettencourt, que participou no painel ‘Que futuro para a cooperação marítima no novo programa de cooperação territorial europeu’, no âmbito do seminário ‘Política de Coesão pós 2020: programação e implementação dos fundos estruturais nas ilhas da União Europeia’, sublinhou que, relativamente à Macaronésia, “a questão mais importante é a questão dos transportes marítimos e da economia do mar”.

“Estamos numa situação muito relevante porque somos muito complementares – os Açores, as Canárias, a Madeira -, estamos numa situação em que nos complementamos quer na economia, quer nos desafios que temos para a gestão deste espaço“, salientou o governante neste seminário, que integrou a Assembleia Geral da Comissão das Ilhas da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa (CRPM).

Para o titular da pasta das Relações Externas, o mar e a economia do mar na Macaronésia são questões muito relevantes na medida em que o mar da Macaronésia representa mais de um terço do mar europeu, pelo que considerou que a questão dos transportes e dos transportes marítimos, em particular, assume fundamental importância “para que muitos pontos da economia, muitos setores económicos possam vir a ser viáveis e possam ser ainda mais competitivos”.

Ainda em relação à Macaronésia, Rui Bettencourt referiu o facto de este ser um assunto que desperta “grande interesse” entre os parceiros da Comissão das Ilhas e entre as várias ilhas europeias, que querem saber mais sobre o que se passa na cooperação dos Açores naquele espaço.

Relativamente às Regiões Ultraperiféricas, o Secretário Regional considerou que é outra das áreas “muitíssimo relevantes” que se colocam no próximo quadro financeiro plurianual, sublinhando o facto de, na proposta de programa que regulamenta a nova cooperação territorial, existir “uma referência e uma linha específica para as ultraperiféricas”, o que significa que “terão um quadro financeiro próprio, como tem agora a Macaronésia, para poderem cooperar”.

“Evidentemente que os grandes desafios da cooperação colocam sinergias precisamente nas ultraperiféricas, para além daqueles que existem atualmente de articulação política da nossa atuação”, referiu Rui Bettencourt, frisando que, através deste programa de cooperação territorial europeu, as Regiões Ultraperiféricas terão um instrumento financeiro para que possam desenvolver as suas áreas de atuação “em sinergia”, como é o caso dos transportes, da economia e da inovação.

“Temos aqui áreas de cooperação bastante relevantes e que podem transformar a nossa cooperação de uma maneira muito aprofundada” afirmou.

Nesta deslocação a Corfu para participar na Assembleia Geral da Comissão das Ilhas da CRPM, o Secretário Regional teve ainda oportunidade de se reunir com a deputada europeia Isabel Thomas, relatora no Parlamento Europeu do Quadro Financeiro Plurianual e uma das aliadas da posição açoriana nesta instituição europeia.

“Fizemos o ponto de situação e vimos que muitas coisas ainda vão acontecer até que o quadro financeiro definitivo seja aprovado”, frisou Rui Bettencourt, acrescentando que “os Açores estão atentos e continuarão atentos para que este quadro financeiro plurianual seja o mais próximo possível daquilo que os Açores pretendem”.

 

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