Programa do Governo dos Açores para os próximos quatro anos sem aprovação do PCP

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Numa conferência de imprensa realizada na tarde de terça feira, na Horta, o Deputado do PCP, eleito pela ilha das Flores, João Paulo Corvelo, manifestou publicamente a discordância do PCP em relação à proposta do Programa do XII Governo Regional, avançando que o partido vai votar contra por considerar que se trata “de um documento de continuidade onde, sem rasgo nem criatividade, o PS propõe mais do mesmo”.

No entender do deputado, este é um “documento altamente generalista” que não contempla “muitos dos problemas centrais e mais sentidos pelos açorianos” o que demonstra “o enorme distanciamento do PS em relação à sociedade açoriana, às dificuldades reais dos açorianos e a sua vontade de continuar a enterrar a cabeça na areia, procurando passar a ideia de que não existe qualquer problema na região”, afirmou.

Para João Paulo Corvelo, esta proposta que vai estar em discussão na Assembleia Legislativa da Região Autónoma Açores até sexta feira não dá resposta aos “enormes desequilíbrios” verificados por exemplo ao nível da Coesão Regional, que “se têm agravado ao longo dos últimos anos” e que no entender do partido “apesar de serem dos mais graves” que a Região enfrenta “nem são mencionados”.

“É gritante a falta de respostas na proposta de Programa do Governo”, afirma o deputado, alertando que “o mesmo é verdade em relação a questões centrais para a Região, como o desemprego, a precariedade, os baixos salários ou a pobreza, mostrando bem a diferença entre o discurso eleitoral do PS e a prática do seu Governo”, reforçou.

Para o parlamentar comunista, outras questões que para o PCP são centrais para o desenvolvimento dos Açores, “ficam também sem resposta ou apenas com a promessa da continuidade das políticas seguidas até aqui”. A título de exemplo o PCP lembra que o executivo de Vasco Cordeiro continua “a não assumir a descida da taxa mais alta do IVA”, que poderia dar resposta por exemplo à necessidade de aumentar o Complemento Regional ao salário Mínimo, à Remuneração Complementar dos funcionários públicos, ou até mesmo reduzir os custos da electricidade e eliminar as taxas moderadoras na saúde.

O deputado criticou ainda a posição da proposta do governo de “manter sem qualquer alteração os programas ocupacionais”, defendendo a este respeito que “é importante que se esclareça que apoiamos estes programas, desde que sejam efectivamente de formação e sejam uma transição para um contrato permanente”. 

Nesta matéria do emprego, João Corvelo, assumiu ainda, “combater sem descanso e sem quartel” os “múltiplos regimes de precariedade, a moderna escravatura, que o Governo Regional do PS inventou para explorar ainda mais os trabalhadores açorianos”.

Nesta conferência o parlamentar, eleito pelo círculo eleitoral das Flores, deu a conhecer alguns dos membros do colectivo de Apoio à Representação Parlamentar do PCP e não esqueceu a ilha que o elegeu prometendo ser “a voz da ilha das Flores no Parlamento Regional” cumprindo desta forma o compromisso assumido na campanha eleitoral, “honrando a confiança que os florentinos depositaram na CDU”, conclui.

 

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