Programa Operacional é o reconhecimento dos fracassos dos governos socialistas

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O PSD/Açores considera que o Programa Operacional apresentado pelo governo açoriano reconhece os maus resultados das sucessivas administrações socialistas na Região, “que governam os Açores há quase 18 anos. 18 anos em que tiveram dinheiro e tiveram autonomia. Só têm de queixar-se deles próprios”, disse o deputado António Ventura.

O social-democrata lembrou que os Açores apresentam “os piores resultados sociais de sempre em Autonomia. Temos uma crise própria, que advém das opções políticas de quem tem governado os Açores. A culpa não é só externa, a culpa é muito de cá”, afirmou.

“O principal objetivo apontado também não foi cumprido”, lembrou o deputado, ao recordar que, em janeiro de 2007, o vice-presidente do governo anunciou “a criação anual de 2 mil novos postos de trabalho, referindo a meta clara de ter, em 2013, 121 mil trabalhadores em exercício de funções nos Açores”, citou.

Durante o debate, o social-democrata também lembrou que, em 2007, o programa PRORURAL referia que 48% das explorações agrícolas açorianas “tinham baixos rendimentos e 42% dos agricultores tinham idade superior a 55 anos. Em 2014, o PRORURAL+ refere que 58% das explorações têm baixo rendimento e 49% dos agricultores tem idade superior a 55 anos. O nome do programa tem o sinal de + à frente, porque ficamos piores”, criticou.

“Os Açores vivem um paradoxo, pois o seu governo fala em boas taxas de execução e diz que é o campeão da utilização dos fundos comunitários, mas infelizmente não pode chamar a si o título que mais interessa: o de campeão dos resultados”, afirmou.

Para António Ventura, a boa utilização dos fundos comunitários “não pode ser apenas avaliada pela taxa de execução mas, sobretudo, pelo impacto social e económico na vida das pessoas. A lógica tem de ser investir os fundos e não gastá-los”, concluiu.

 

 

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