Projeto Universitário Cabo Verde – Centro Comunitário do Divino Espírito Santo associa-se à campanha Mochilas Solidárias

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Um cartaz no Facebook do Projeto Universitário Cabo Verde a pedir material escolar para as crianças daquele arquipélago despertou a atenção das educadoras do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo – CCDES.
A comunidade escolar da instituição uniu-se numa verdadeira onda de solidariedade e reuniu o material necessário para cinco mochilas. Segundo a organização se não fossem as dificuldades encontraram no seu envio tinham conseguido mandar muitas mais.

O CCDES associou-se ao Projeto Universitário Cabo Verde e, num curto espaço de tempo, toda a comunidade escolar mobiliziou-se e juntou o material escolar necessário para cinco Mochilas Solidárias, destinadas a alunos de Cabo Verde que vão ser entregues agora nos meses de julho e agosto.
Projeto Cabo Verde 2018 é uma iniciativa de voluntariado internacional para a cooperação, desenvolvido por estudantes universitárias e jovens profissionais que resulta da parceria entre várias entidades portuguesas, entre as quais a Álamos Associação Juvenil, Rampa Clube, Cooperativa de Telheiras para a Promoção da Solidariedade e da Cultura, CRL, Associação Cultural das Areias e Fundação Maria Beatriz Lopes da Cunha, em colaboração com a comunidade local cabo-verdiana.
O objetivo destas instituições é promover, através de várias atividades a dignidade humana, a preocupação pelos outros e pela melhoria da sociedade.
Inspiradas pela mensagem cristã e pelo espírito do Opus Dei a sua estratégia de intervenção abrange três pilares fundamentais do desenvolvimento social, nomeadamente a educação e formação, saúde e ambiente.
As educadoras do CCDES tiveram conhecimento do projeto através de um cartaz publicado no Facebook pela “Álamos – Associação Juvenil de Lisboa publicou na Internet”, revelou ao Tribuna das Ilhas Tânia Melo coordenadora da instituição.
“Mal vimos o cartaz decidimos logo, enquanto educadoras, partilhar a ideia na sala e na instituição por consideramos que era um projeto social interessante”, afirmou.
Aproveitando o facto de os pais das crianças que frequentam a creche serem “muito recetivos às atividades propostas”, decidiram de imediato avançar com a ideia de contribuir para esta causa.
Segundo a educadora responsável pela creche do CCDES, na concretização deste projeto contaram com a “envolvência das educadoras das salas, das auxiliares e ajudantes, dos pais e da direção da instituição”.
De acordo com Tânia Melo, a iniciativa pretendeu não só “ajudar as crianças de Cabo Verde a ter material escolar” como despertar a comunidade para uma cidadania interventiva de generosidade e ajuda ao próximo.
Para educadora “a educação e o ensino são a base do desenvolvimento de cada pessoa e da sociedade” por isso no seu entender faz todo o sentido integrar este projeto que permitiu “envolver os pais nas atividades desenvolvidas pela instituição assim como sensibilizar a comunidade para as necessidades do outro e para as dificuldades da sociedade”, frisou.
Tânia Melo revelou à nossa reportagem que levaram cerca de duas semanas a desenvolver o projeto. “A primeira semana foi para recolher o material e a outra semana a pensar como iriamos enviar as mochilas e preparar o seu envio”.
“Os pais foram espetaculares disseram logo o material que traziam e ao fim de uma semana tínhamos as mochilas prontas”, adiantou a coordenadora com orgulho.
“Conseguimos fazer cinco mochilas completas com todo o material, além daquilo que era pedido no projeto, conseguimos mais coisas porque os pais estavam bastante entusiasmados e havia mesmo pais que queriam fazer uma mochila completa”, salientou.
Em todo este processo a Educadora só lamenta a dificuldade em conseguir apoio para ajudar no envio das mochilas para o ponto de recolha no continente.
“A única dificuldade com que nos deparamos foi no transporte das mochilas para o Continente. E ter de dizer a alguns pais que não podíamos enviar mais mochilas porque não conseguimos apoios para o transporte, por parte de algumas entidades a quem recorremos. A insularidade foi a maior dificuldade de facto”, lamentou.
Para ultrapassar este obstáculo, valeu o apoio da direção da instituição que desde logo se disponibilizou para assumir o pagamento da despesa de envio das mochilas.
“Como não conseguimos apoio exterior, a instituição acabou por assumir o transporte. Pedimos à direção para nos apoiar e por isso ficamos limitados a cinco mochilas porque também o CCDES é uma instituição de solidariedade social e não dispõe de muitos recursos”, esclareceu.
“Fizemos cinco mochilas, mas acreditamos que vão fazer uma grande diferença”, disse.
Tânia Melo salientou que “o balanço desta iniciativa foi bastante positivo. Contámos o apoio da direção e os pais foram bastante recetivos ao projeto”. No seu entender “qualquer projeto social ou qualquer ato de altruísmo é importante para quem o faz e para quem o recebe” defendendo ainda que “é na primeira infância que as crianças desenvolvem o seu caracter cívico, portanto nós como instituição e que estamos com as crianças todos os dias queremos e temos o dever de proporcionar diariamente essas ações para que elas cresçam com essa sensibilidade de ajuda ao próximo”, sustentou.
Na ocasião, também o Presidente da direção do CCDES salientou a importância desta iniciativa, salientando que “que o projeto é muito interessante. Foi muito positivo vermos as nossas educadoras, auxiliares, pais e crianças envolvidas à volta deste projeto”, disse.
Para José Amaral o facto de o CCDES também ser “uma instituição com fim de solidariedade social faz todo o sentido que se associem à causa”.
Também o presidente lamentou o facto de não terem conseguido apoio no transporte das mochilas. “Solicitamos apoio a diversas entidades tanto marítimas como aéreas e infelizmente recebemos o não. Foi aí que entrou a direção no sentido de assumir a despesa de envio”, referiu.
José Amaral, espera em iniciativas futuras contar com mais apoio por parte das empresas e entidades locais no que ao transporte diz respeito.
“Em iniciativas futuras esperamos ter da parte dos responsáveis pelo transporte aéreo ou marítimo mais abertura e se associem a esta causa porque estamos também a ajudar alguém e isso é importante é aquilo a que se propõe o cartaz alusivo”, referiu.
Para José Amaral “as mochilas ao chegarem ao seu destino de certo vão fazer alguém feliz e vão dar a possibilidade a alguém que não tem material de prosseguir estudos sem estar privado daquilo que nós felizmente temos aqui. Esperamos sinceramente concretizar o sonho destas crianças”, concluiu.

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