PS defende que os Açores devem concentrar-se na qualidade do pescado

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“Os desafios do setor das pescas passam pela mudança de paradigma e pela aposta na qualidade em detrimento da quantidade”, afirmou José Ávila. 

Para o José Ávila, o futuro nesta fileira passa pela “valorização do produto da pesca, pela captura de novas espécies e pela transformação de subprodutos”, de modo a trazer “mais-valias aos seus profissionais, nos diversos níveis”. 

José Ávila assumiu que a “pesca tem um peso importante na economia dos Açores, pelo impacto positivo que regista no Produto Interno Bruto”. 

Lamentando que “haja quem não acredite neste setor e não seja capaz de manifestar satisfação quando aumentam as capturas, quando se inaugura mais um porto, quando se coloca mais uma grua, quando se constrói mais uma casa de aprestos ou uma instalação de frio”, José Ávila, ressalvou que “os pescadores sabem que os governos do Partido Socialista deram condições de segurança e de dignidade para desempenharem uma atividade de qual depende cerca de 5% da população ativa dos Açores”. 

O deputado socialista realçou o “enorme investimento público desencadeado no setor ao longo dos últimos 17 anos”, com “resultados que se traduziram em mais segurança, mais rendimento, novas técnicas, melhores condições de habitabilidade nas embarcações, organizações de pescadores mais dinâmicas, mais reivindicativas e mais participativas”. 

José Ávila destacou ainda a “questão da pesca entre as 3 e as 6 milhas” que é “muito importante para algumas comunidades piscatórias, sobretudo das ilhas mais pequenas”, sendo necessário “introduzir a discussão da fiscalização até às 3 milhas ao redor das ilhas e da gestão do espaço das 3 às 6 milhas, já reivindicada por algumas associações do setor” e a constituição de “zonas, parcial ou integralmente, protegidas”. 

Por estes motivos, este “setor encerra ainda um potencial de crescimento das exportações e do emprego”, concluiu José Ávila.

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