PSD/Faial preocupado com números do turismo na ilha

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 Na passada segunda-feira, os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial estiveram reunidos com alguns empresários do sector turístico em Castelo Branco. Luís Garcia e Jorge Costa Pereira foram conhecer as preocupações dos empresários responsáveis pela Quinta das Buganvílias, pela Quinta da Meia Eira e pela Casas d´Ávilas, que actuam no âmbito do turismo rural.

Em nota enviada às redacções, os deputados lembram que o Faial é “tradicionalmente muito dependente do sector público”, que “já esgotou a sua capacidade de criação de emprego”, e por isso importa apoiar os empresários, incentivando-os a “prosseguirem o seu caminho”.

Os social-democratas não estão satisfeitos com os últimos indicadores conhecidos da actividade turística no Faial, que mostram “uma descida muita acentuada e muito superior à média regional em termos de dormidas e de proveitos do turismo”. “Enquanto que na Região o número de dormidas decresceu 0,2%, no Faial essa diminuição foi de 6% e em termos de proveitos a quebra regional é de 4% e no Faial é o dobro da média regional (8%)2, dizem, referindo-se à comparação entre os dados estatísticos de final de Novembro passado e igual período do ano anterior.

Lembrando que o turismo é de grande importância para a economia faialense e regional, Garcia e Costa Pereira apelam à “definição de uma política regional de turismo clara, coerente e adequada à nossa realidade”. “Apostar num turismo de natureza, de saúde e bem-estar, respeitador do ambiente, baseado em pequenas unidades de alojamento que trabalhem em rede, deve ser o caminho a prosseguir”, entendem, pedindo também uma política de promoção do destino Açores mais concentrada e focalizada.

Para os deputados faialenses, é preciso deixar de “ignorar o Triângulo formado pelas ilhas do Faial, Pico e S. Jorge”. “Este grupo de ilhas constitui um pólo turístico demasiado importante para a Região para ser esquecido. O peso em termos de dormidas e de proveitos é significativo e revelador do seu potencial, pelo que é incompreensível e estranho que documentos oficiais de orientação do turismo regional – nomeadamente o POTRAA – ignorem o Triângulo como uma realidade que deve ser alvo duma estratégia própria”, referem. 

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