QUAIS SÃO AFINAL, AS VERDADEIRAS MOTIVAÇÕES?

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É interessante, ver as posturas de alguns políticos e defensores políticos que por um lado, para inglês ver, dizem e defendem pontos de vista, quando, por outro lado, as suas atitudes o contrário demonstram.
Para uns os interesses da nossa ilha devem estar acima de tudo e de todos, defesa que faço e promovo, mas, e nestas coisas há sempre um mas, mas o que na verdade lhes interessa (perto de atos eleitorais) é fazer crer que quem defende mais foram eles.
Veja se uma vez mais o caso do Aeroporto da Horta.
Ainda há poucos dias o PSD, fazia cavalo de batalha, usando de inverdades, procurando demonstrar que eram os únicos defensores desta pretensão, de todos nós Faialenses, políticos e não políticos, que é a ampliação da Pista do aeroporto da Horta, e a melhoria das suas condições de operacionalidade.
Nem a propósito, na véspera do dia de mais um comunicado, ferido de inverdades, e contrariando os salvadores da pátria, publicamente foi respondido pelo Presidente do Governo, em resposta às questões colocadas pelo Grupo do Aeroporto da Horta, quais os desenvolvimentos, quais a posição e quais as intenções do Governo relativamente ao asunto.
No mesmo sentido tem ido os trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho criado pelo Município da Horta, tendo, em data recente, o Presidente da Câmara dado conta do ponto de situação desses mesmos trabalhos.
Se bem nos lembramos há poucos dias, em plena Assembleia Regional, e em outros círculos informativos, ou redes, falava-se que o que se estava a pedir era apenas que o Governo liderasse politicamente o processo, agora que, desmentindo os comunicados e falsidades ditas, o governo assume que defende a ampliação da pista do aeroporto da Horta, e que aliás, já levou este assunto, este ano, ao atual governo, como fez com o governo anterior, já não serve, são só desculpas, a carta era simpática mas não disse nada……haja coerência.
Não foi a resposta que queriam? Aceito. Não foi a resposta que estavam à espera? Compreendo. Esperavam que o silêncio prevalecesse? Posso supor. Desejavam apenas que uma mentira se transformasse em verdade? Talvez.
Afinal qual era a verdadeira intenção e motivação?
Defender o Faial não era, pois se assim fosse, ao ver que as respostas às questões, às dúvidas, reais ou motivacionais, correspondiam aos seus anseios, aos anseios dos Faialenses, deviam era ficar satisfeitos, por ver que todos, defendiam afinal a mesma posição.
Até se propunham esquecer o passado, passado em que ambos os partidos têm responsabilidades, todos relembram as declarações de Carlos César, mas porque razão se esquecem das de Vítor Cruz? que enquanto líder do PSD e da Coligação Açores, em 2004, assumiu, aqui na ilha do Faial numa visita ao Aeroporto da Horta, que a responsabilidade da ampliação da pista era da República, anunciando que tinha conseguido sensibilizar o Governo da República, de Durão Barroso, para a necessidade de antecipar a obra de ampliação da pista do Aeroporto da Horta.
Acrescentou ainda que o arranque da obra, inicialmente programado para 2007, deveria ser antecipado em cerca de dois anos, concretizando-se assim já em 2005.
Victor Cruz garantiu na altura que tinha encontrado “vontade política” para a antecipação desta obra nos diversos contactos que estabeleceu junto dos governantes nacionais, pelo que a empresa de Aeroportos e Navegação Aérea (ANA) deverá desenvolver, “o mais rapidamente possível”, o projecto técnico destinado ao início dos trabalhos de ampliação da pista Faialense.
Se tudo estava conseguido, porque razão não foi então feita a ampliação durante o Governo de Durão Barroso?
A verdade porém, é que neste momento, nenhum destes 3 intervenientes, desempenham as funções que na altura desempenhavam. E então como é que ficamos?
Ficamos como pena e dizemos que Passos Coelho fez bem em dizer que não pode fazer a obra por questões financeiras, como assumiram alguns blogers? Continuamos a falar de 2004 e dizemos que Passos Coelho foi honesto ao assumir que não podia fazer a obra?
Mas se essa justificação financeira serve para um Governo da República, com um orçamento incomparavelmente superior, assumir que não pode fazer a obra, como procuramos imputar ao orçamento da região a execução dessa obra?
Ou esquecemos o passado, olhamos para o futuro, e colocamos as coisas, com os atuais intervenientes nos devidos locais?
A bem da verdade e da credibilidade política, é preciso que assumamos todos, as nossas responsabilidades, e assumamos que depois do enterro de Passos Coelho, foi Vasco Cordeiro e José Leonardo que assumiram a liderança, e voltaram a colocar o assunto na agenda do Governo da República.
A bem da verdade e da credibilidade política é preciso que se esclareça de uma vez por todas, quais são afinal as intenções e as motivações. Muitos percebem, a maioria compreende, mas todos teremos a certeza a curto prazo.

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