Racionamento de combustível na ilha do Corvo

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A Região Autónoma dos Açore está a enfrentar, assim como resto do mundo, uma terrível pandemia. É necessário, nestas circunstâncias, concentrar o essencial do esforço de governação na resolução dos problemas associados ao combate à COVID-19 e das suas consequências a nível sanitário, económico e social.

No entanto, não se podem descurar outras áreas de governação que são imprescindíveis para a sobrevivência das nossas comunidades. Os outros problemas que a Região enfrentava não desapareceram, nomeadamente as questões associadas à destruição provocada pelo furacão “Lorenzo”. É o caso do problema do abastecimento da ilha do Corvo. O mesmo continua a realizar-se de uma forma irregular, facto que só agrava a situação criada pela pandemia na área económica. O Governo Regional continua sem resolver este problema e coloca, com frequência, a ilha do Corvo numa situação bastante vulnerável a nível do abastecimento de mercadorias e de combustível.

No caso do combustível, começou a ser implementado um racionamento diário na ilha do Corvo. As reservas, nomeadamente as do Fundo Regional de Abastecimento, encontram-se em valores mínimos (por isso é que a sua distribuição foi racionada). Ora, esta situação é absolutamente incompreensível até o que se está a passar no mercado internacional de distribuição de combustível. A ilha do Corvo deve ser o único local do mundo em que falta combustível neste momento.

Esta é uma situação que se arrasta desde o furacão “Lorenzo” e que não é resolvida por falta de vontade política do Governo. Assim, solicita-se outra vez ao Governo Regional que restabeleça mecanismos de abastecimento eficazes e que deixe de colocar a ilha do Corvo em situações de racionamento, cuja existência não se justifica.

Custa-nos muito estar, neste momento, a levantar este tipo de problemas junto da opinião pública, mas a vida continua e os interesses das populações têm de ser defendidos e acautelados.

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