Re(descoberta) | Só existe ética porque existe o outro!

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O Homem é um ser natural, racional, com valores e crenças individuais. Devido à sua unicidade e individualidade a construção da sua identidade difere de pessoa para pessoa, pelo que deve-se respeitar as suas particularidades e tomada de decisão.
O valor da vida humana possui dignidade ontológica e ética, sendo que qualquer indivíduo tem direito à sua própria vontade, autonomia e liberdade e, por isso, o enfermeiro deve realizar uma escuta ativa e respeitar os desejos e interesses do utente.
Em forma de reflexão e tendo em conta a linha de pensamento de Kant, uma pessoa é um fim em si mesmo e não um meio para atingir um fim, pelo que eu, enquanto futura profissional de saúde, devo ter sempre em conta que o valor da vida humana deve estar sempre acima de todo e qualquer valor instrumental, tendo em consideração a ética em saúde.
Efetivamente, esta corresponde ao conjunto de princípios e regras socioculturais impostos pela sociedade que fundamentam a ação humana e que nos permitem viver e agir de forma autónoma, responsável e consciente. Deste modo, o pensamento ético tem como objetivo avaliar o comportamento humano, afirmando o que é certo e errado, justo e injusto.
Efetivamente, a ética tem uma extrema importância na enfermagem dado que desenvolve a relação enfermeiro-utente de forma que o utente seja cuidado de forma holística, tendo sempre em conta os seus interesses, valores, direitos e a sua dignidade. A ética permite ainda que o enfermeiro reflita sobre as suas ações perante a prestação de cuidados de saúde aos utentes e sobre si mesmo.
Assim sendo, acredito que no decorrer da minha prática clínica, a ética será parte integrante dos cuidados de enfermagem, o que irá contribuir para o desenvolvimento das pessoas e irá permitir ainda compreender os diversos pontos de vista em relação a uma determinada problemática.
Em suma, enfermagem não se resume apenas a prestar cuidados de saúde, limpando uma ferida, mas sim cuidar de uma pessoa que tem uma ferida, ou seja, a pessoa não deve ser tratada apenas como um conjunto de órgãos. Deve ser tratada como uma pessoa que tem história, representações sociais e emoções através de uma relação de confiança e respeito entre o enfermeiro-utente.

Estudante Universitária