Reflexões Crónicas: Sobre os absurdos da guerra

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DR/TI
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No abstracto, qualquer guerra terá sempre uma boa dose de absurdo, mas no mundo comunicante em que vivemos essa percentagem é cada vez maior. Diria quase total, nalguns casos.

Em 2003 assistimos em directo ao início (e ao continuar) da invasão americana do Iraque. Tinha nove anos na altura, mas lembro-me bem de estarmos todos colados ao ecrã (percebendo ou não o que se passava), à medida que clarões e estrondos ribombavam em cenários geralmente acinzentados ou esverdeados e repórteres descreviam os bombardeamentos como quem relata uma partida desportiva. Não era a primeira guerra a ser transmitida em directo, já outras o tinham sido, com destaque para as do Vietname e do Golfo, décadas antes. De umas para outras passou-se da reportagem pontual para a cobertura total, no caso do Iraque desde o momento zero (com “hora marcada”). Vinte anos depois assistimos a uma nova invasão, desta vez negada pelo invasor (inclusive depois de estar já em curso), mas anunciada previamente pelos serviços de informação de outros países, que observavam as movimentações militares e garantiam que um conflito iria eclodir em breve.

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