Reforçadas condições de segurança no trilho de acesso à Caldeira de Santo Cristo, em S. Jorge

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DR/GACS
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O Diretor Regional do Ambiente afirmou hoje, em São Jorge, que a alteração do traçado original de um troço do trilho PR1SJO entre as fajãs dos Cubres e da Caldeira de Santo Cristo, executada num curto espaço de tempo após uma derrocada ocorrida em maio, reforçou a segurança neste importante acesso pedonal.

“As obras foram executadas em conformidade com as recomendações do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), emitidas na sequência de uma vistoria técnica ao local, e consistiram na alteração para montante do traçado de uma parte do trilho, na zona das derrocadas”, referiu Hernâni Jorge.

Segundo o Diretor Regional, considerando que “a derrocada ocorrida a 10 de maio comprometeu a circulação” neste troço do trilho PR1SJO, a Direção Regional do Ambiente desencadeou de imediato a deslocação dos técnicos do LREC ao local, bem como o procedimento para a realização do desvio, que já foi concluído, “numa intervenção que se revestia da maior importância e cuja celeridade era reclamada com vista a uma maior segurança de todos os que o utilizam, locais e visitantes”.

À margem de uma visita à zona da intervenção executada neste trilho, que dá acesso a um dos mais emblemáticos patrimónios paisagísticos e naturais dos Açores, Hernâni Jorge salientou o investimento público que tem vindo a ser realizado ao nível da recuperação e manutenção dos trilhos tradicionais, assim como da fruição sustentável destas duas fajãs da ilha de São Jorge.

Para o Diretor Regional do Ambiente, este investimento significativo foi potenciado por via do trabalho de proximidade que tem sido desenvolvido com as autarquias locais, destacando o contrato ARAAL estabelecido entre o Governo dos Açores e a Câmara Municipal da Calheta, através do qual se viabilizaram as empreitadas em curso, com vista à “recuperação e remodelação dos trilhos tradicionais no interior da Fajã de Santo Cristo, assim como a instalação de uma zona de apoio, acolhimento e descanso para os visitantes desta fajã, num investimento global de cerca de 750 mil euros”.

Hernâni Jorge referiu ainda a construção de um edifício de apoio na Fajã dos Cubres, “desenvolvido com o duplo objetivo de prestar apoio aos pedestrianistas que concluem o trilho da fajã da Caldeira de Santo Cristo e de dar resposta às necessidades dos Serviços de Ambiente de São Jorge no que respeita ao apoio às suas atividades de conservação da natureza e de manutenção dos trilhos na área protegida”, correspondente a um investimento de 150 mil euros.

O trilho PR1SJO, ao longo dos seus 10 quilómetros, e as fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres, quer pela suas paisagens, quer pelo património natural que aí ocorre, revestem-se de inquestionável importância nos campos cultural, ecológico, ambiental e social.

As Fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres integram a Paisagem Protegida das Fajãs do Norte, sendo ainda detentoras de várias classificações, nomeadamente Reserva da Biosfera da UNESCO, zona RAMSAR e área da Rede Natura 2000, representando um património natural e cultural ímpar e de valia mundial.

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