Relatório final do Grupo de Trabalho constitui passo importante para a expansão da pista do Aeroporto da Horta

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Foi, quinta-feira, aprovado o Relatório Final do Grupo de Trabalho para o Estudo e Avaliação da Melhoria da Pista do Aeroporto da Horta.

Sendo a melhoria da segurança operacional aeroportuária, com o aumento da pista da Horta, indispensável para o cumprimento das obrigações de serviço público, o Presidente da Câmara Municipal da Horta anunciou que, após a avaliação do Ministério do Planeamento e da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, são financiados com fundos comunitários os investimentos destinados à diminuição do impacto ambiental ou a critérios de melhoria das condições de segurança do aeroporto.

Na conferência de imprensa aos órgãos de comunicação social locais, Carlos Ferreira agradeceu aos membros do Grupo Técnico que assessorou a Câmara Municipal da Horta no processo, ao Grupo Aeroporto da Horta e à população faialense que se mobilizou fortemente em torno desta temática.

“A ampliação da pista do aeroporto da Horta não é um projeto de partidos políticos. É uma ambição antiga e legítima, e uma necessidade efetiva para o desenvolvimento do Faial e para impulsionar a coesão regional”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal da Horta, que aproveitou para registar a presença do Vereador José Leonardo Silva, que também usou da palavra.

O relatório final, que resultou de 15 reuniões do Grupo de Trabalho, 10 delas realizadas este ano, aborda a caracterização do aeroporto, as necessidades e o projeto de expansão e ainda as obrigações contratuais da ANA no Aeroporto da Horta.

O referido documento contempla, ainda, um capítulo com a reivindicação da Câmara Municipal da Horta, de expansão da pista para os 2.050 metros, no sentido de “resolver os problemas das penalizações das aeronaves A320 e permitir a rentabilização da operação e o alargamento da atividade aeroportuária a partir do Faial, por exemplo com aviões A321 NEO, que compõem já mais de metade da frota da SATA e quase metade da frota da TAP”.

Carlos Ferreira explicou, ainda, que a expansão está orçada em 66 milhões de euros, valor ao qual poderão ser reduzidas as responsabilidades financeiras da ANA no que concerne à construção das áreas de segurança RESA.

O Grupo de Trabalho foi coordenado pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação e foi composto pelo Ministério do Planeamento, Câmara Municipal da Horta, Governo Regional dos Açores, Navegação Aérea de Portugal (NAV), Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Aeroporto de Portugal (ANA) e ainda contou com a participação, de forma pontual, com representantes da SATA e da TAP, as duas companhias aéreas historicamente mais relevantes para a operação aérea na ilha do Faial.

O relatório aprovado, por unanimidade, deverá agora dar lugar à elaboração do projeto de execução, que não deverá exceder os 2 milhões de euros. “É fundamental que se inscreva no Orçamento do Estado para 2022, que está em discussão na Assembleia da República, a verba de 1,2 milhões de euros para a elaboração do projeto de execução, uma vez que o Governo Regional dos Açores inscreveu o valor com que se comprometeu para o efeito”, concluiu Carlos Ferreira.