República deve solidariedade aos Açores no acesso a juros historicamente baixos da UE

0
42
DR/PSD
DR/PSD

O deputado social democrata na Assembleia da República Paulo Moniz, defendeu que o Governo “deve solidariedade aos Açores”, no sentido de permitir à Região o acesso a juros historicamente baixos, no âmbito do financiamento da União Europeia (UE), para fazer face à crise imposta pela pandemia de COVID-19.

O parlamentar interveio no debate de uma proposta de resolução relativa a nova decisão sobre o sistema de recursos próprios da UE, dirigindo-se ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, a quem lembrou que “os fundos que constituem novas receitas para a UE, ao abrigo dos quais Portugal assegurou a contratualização de um empréstimo de 750 mil milhões de euros, são um dos melhores exemplos daquilo que é a União Europeia como forma de coesão entre as nações”.

Assim, “é fundamental que, como a UE mostra esta solidariedade para com o nosso país, que Portugal tenha o mesmo comportamento, por coerência, em relação aos Açores passando da teoria à prática a “coesão territorial que refere quando é conveniente”, afirmou Paulo Moniz.

“Os Açores também têm de fazer face à maior crise económica e social da sua história e nada mais justo, do que terem acesso por via da República ao empréstimo mutualizado pelos 27 estados membros, com períodos de carência e amortização favoráveis como nunca antes aconteceu”, sublinhou.

Segundo Paulo Moniz, e devido à sua condição de ultraperiferia, “os Açores estão numa situação ainda mais difícil do que o contexto de Portugal Continental. E o que se espera é que o Governo da República, fazendo mão do benefício da sua dívida contratualizada a juros extraordinariamente baixos, dê à Região a possibilidade de se financiar também com esses custos historicamente mais acessíveis”, explicou.

O deputado açoriano aproveitou ainda a sua intervenção para realçar o sucesso “da descoberta em tempo recorde, de uma vacina para a Covid-19 na Europa”.

Nesse âmbito, Paulo Moniz lembrou a declaração de António Costa de que “o governo reage em função da sua informação em tempo útil”, informando o executivo que, “em 6 das 9 ilhas dos Açores, vivem mais de 5 mil portugueses, com mais de 65 anos de idade, sem acesso a um hospital central, e que devem ser priorizados no processo de vacinação de Portugal”, alertou.

“Trata-se de um alerta, para que o governo não diga que não teve essa informação em tempo útil, que visa honrar a vida desses cidadãos que, mesmo vivendo em condições e realidades mais distantes e duras, honram o nome de Portugal todos os dias”, concluiu.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO