“Retratos Imperfeitos” de Luiz Fagundes Duarte chega à cidade da Horta

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A obra de Luiz Fagundes, autor natural da ilha Terceira, estará em exposição no próximo dia 7 de agosto, 2ª feira, às 18h30 no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.

Segundo o autor, “este livro nasceu de um conjunto de coincidências, a principal das quais foi eu ter estado no momento certo com as pessoas certas e, espero, no papel certo”, referiu Luiz Fagundes Duarte ao Diário dos Açores.

O livro, intitulado “Retratos Imperfeitos”, edição companhia das ilhas, contará com a apresentação de Manuel Tomás.

 “Mais do que imperfeitos, os retratos que aqui deixo assemelham-se àqueles retratos à la minuta que se fazia antigamente, antes da era digital, para o bilhete de identidade ou para o passaporte: o resultado nunca era o que se esperava, e na verdade nunca fazia justiça ao retratado. Por isso, raramente eram guardados nos álbuns de fotografias. Porém, bons ou maus, eles traziam a marca do tempo – da tecnologia disponível e da arte do fotógrafo.
Escritos entre 1984 e 2015, os textos que aqui se reúnem não foram pensados para um dia virem a integrar um livro: na verdade, eles foram escritos soltamente, e soltos foram sendo publicados ou de alguma maneira apresentados ao público – como recensões críticas em jornal, entrevistas, prefácios ou posfácios a livros, apresentações para catálogos de exposições, discursos formais e falas informais em actos de homenagem, elegias a amigos desaparecidos, votos parlamentares de pesar – com as diferenças de registo que as pessoas, os objectos e as circunstâncias, bem como o meu envolvimento afectivo e a minha própria maturidade, permitiram”, afirmou o autor aquele órgão de comunicação social.

No entender do autor, “nenhum mal viria ao mundo se eu deixasse ficar estes textos nos loca amœna onde até agora jaziam e a que originalmente se destinaram; porém, não tanto pelo meu mérito – que se resume a eu ter estado no momento certo com a pessoa certa –, mas pelo valor daquilo que na sequência do meu fortuito acto de escrita terá sido possível revelar acerca de cada uma das personalidades de quem aqui falo, achei que deveria exumá-los e, sob a forma de livro, trazê-los a um público mais alargado que também será, tendo em conta a passagem do tempo – e nessa medida estes retratos imperfeitos tornam-se mais-que-perfeitos –, um público novo”, afirmou ainda ao Diário dos Açores.

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