SATA admite recorrer a apoios da UE para atenuar efeitos “devastadores”

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A SATA admitiu esta quarta-feira recorrer “a todos as ferramentas”, entre as quais apoios da União Europeia, para fazer face aos custos gerados pelos impactos negativos da pandemia de Covid-19.

Em resposta a questões da agência Lusa, o Conselho de Administração do grupo SATA declara, confrontado com a possibilidade de recorrer aos apoios disponibilizados pela União Europeia para o setor da aviação, que “é pretendido vir a fazer uso de todas as ferramentas que possam vir a atenuar os efeitos devastadores que a situação de pandemia provocou no sector”.

“Neste momento, e perante o surgimento das diversas iniciativas que comportam vários níveis de ajuda, estuda-se, internamente, quais as que melhor se aplicam ao universo laboral do Grupo SATA e à sua situação empresarial, económica e financeira”, afirma a empresa.

Segundo a administração, a empresa, fazendo parte do ‘cluster’ aeronáutico internacional, na qualidade de membro da Associação Internacional de Transportes Aéreos(IATA) e da Associação das Companhias Regionais Europeias (ERA), “tem estado a acompanhar todas iniciativas desenvolvidas, junto do Conselho Europeu e junto dos governos de cada país”.

Questionada sobre se o grupo tem um estimativa dos impactos comerciais e financeiros nas contas da companhia derivados da pandemia, a administração afirma que o grupo tem atualmente a sua atividade suspensa, de acordo com Resolução do Conselho do Governo n.º 76/2020, de 25 de março de 2020, estando apenas “a garantir” os voos relativos ao cumprimento das obrigações de serviço público de transporte de carga e casos de força maior, até final de abril, “podendo este período ser alargado”.

“Qualquer estimativa que seja elaborada, dada a imprevisibilidade dos efeitos desta pandemia e a sua duração, poderá ter pouco aderência à realidade”, sublinha.

Apesar do cenário em vigor, “mantém-se o calendário” de apresentação do plano de negócios do grupo SATA e “as partes envolvidas encontram-se a desenvolver todos os esforços para acomodar a continuidade dos trabalhos”.

O Governo dos Açores anunciou em 24 de janeiro que o novo plano de negócios da operadora deverá estar pronto até ao início do segundo trimestre e só depois se poderá dar o “passo seguinte” para a privatização de parte da empresa.

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