Sessão Plenária de Janeiro: Votos de protesto, de congratulação e de pesar marcam manhã do segundo dia de trabalhos

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O segundo dia de trabalhos da sessão plenária do mês de Janeiro, que decorre na ALRAA até sexta feira, começou com a aprovação por unanimidade do voto de congratulação pelos 100 anos de edificação do Observatório Príncipe Alberto 1º do Mónaco, apresentado por Ana Espínola do CDS-PP.

Félix Rodrigues, também do CDS-PP apresentou um voto de congratulação pelos 150 anos do Teatro Micaelense. Este voto gerou discordância e foi aprovado com apenas 5 votos a favor e 49 abstenções, que se justificaram por considerarem que o respetivo Teatro não comemora essa data.

De seguida, o BE apresentou dois votos de protesto ao GR. O primeiro por ainda não ter tomado as medidas para resolver a questão das centenas de habitantes das freguesias de Sete Cidades, Mosteiros e Santo António de modo a assegurar o direito à habitação.

Em resposta José San-Bento afirmou que “o Governo dos Açores e o PS continuarão a trabalhar no sentido de resolver a questão dos herdeiros de Caetano de Andrade e procurar uma solução de equilíbrio, que permita salvaguardar todos os interesses em jogo”, e lamentou que o Bloco de Esquerda tenha “recorrido mais uma vez à sua postura costumeira” de “protesto, logo existo”.

O segundo voto apresentado refere-se à “injustificável não ativação do FundoPesca, a centenas de pescadores que por dificuldades alheias à sua vontade enfrentam uma situação de calamidade económica e social”, afirmou Zuraida Soares. Apesar de o PSD, CDS-PP e o PCP mostrarem-se de acordo com o BE, os votos foram rejeitados com os votos contra da bancada socialista e a abstenção do PPM.

José Ávila, da bancada socialista, salientou que “a diminuição das descargas em lota em 2014, nos Açores, se deveu à safra do atum”, e lembrou ainda que “os pescadores que se dedicam em exclusivo à pesca do atum não são contribuintes do Fundopesca, pelo que também não podem beneficiar dele”.

Segundo o deputado Luís Garcia “todos os anos, mais ou menos por esta altura, é sempre a mesma coisa e a novela repete-se”, e lembrou que “o setor das Pescas vive uma crise profundíssima nos Açores”, uma situação “que se agrava a cada ano que passa”.

“Os pescadores estão aflitos, enquanto o governo, insensível, demora, e embrulha-se em justificações e burocracias”, realçou ainda o deputado laranja.

Ainda de manhã foram aprovados sete votos de pesar. Dois apresentados pelo PS e PSD pela morte de Fernando Machado Soares, que faleceu no passado dia 7 de dezembro, em Lisboa. Natural de São Roque do Pico era a voz do Fado de Coimbra e autor de músicas que são autênticos hinos como a “Balada da Despedida”. Fernando Soares foi também Vice-presidente da fundação Amália Rodrigues. O PPM e o PSD apresentaram um voto de pesar pelo falecimento de José de Almeida, natural de São Miguel, referenciando-o como um dos líderes da frente da libertação dos Açores. O PCP apresentou também um voto pelo falecimento de Luís Costa Rosa Bruno.

O PSD ainda apresentou mais dois votos de pesar pelo falecimento de Vasco Augusto Sodré Aguiar e de Anthímio de Azevedo. Vasco Aguiar era natural da Terceira e era um das referências da Medicina em Portugal, tendo mesmo recebido em 2013 a insígnia autonómica de mérito profissional. Por sua vez, Anthímio de Azevedo, também chamado de “Sr. Meterorologia” era natural de Ponta Delgada. “Foi diretor do Serviço Meteorológico da Guiné, delegado nacional à Organização Meteorológica militar e ao Comité Militar da NATO, e finalmente diretor do Serviço Regional dos Açores do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica”, lê-se no voto.

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