Subir o Monte

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Por: Manuel Azevedo

Eleva! Transcende. Coloca-nos mais perto do céu. Interessante que o primeiro que me ocorre e está na retina de quase todos os faialenses, nem sequer é do Faial: a montanha do Pico. Diz quem lá subiu que, para além da belíssima vista que se desfruta, há a sensação de libertação que ocorre em todos os montes.
Não nos fiquemos, que, lá em cima, é muito frio. Voltemos ao Faial. Subamos ao Monte da Guia, onde há uma Senhora que nos aponta o céu. Gesto replicado pela mesma Senhora, ainda que com outra invocação, no cimo da Espalamaca. Os que sobem a qualquer dos dois montes podem contemplar uma vista soberba da cidade da Horta. Vista soberba, também, a do Monte Queimado, onde, na cidade-mar, se distingue a marina, “apinhadinha” de iates, dada a sua fama. Os dois montes protegem a praia de Porto-Pim, onde tomei os melhores banhos da minha vida. Toda esta estrutura parece remeter-nos para um antigo vulcão que, ali, deve ter rebentado. No Monte Carneiro, também, deve ter havido um vulcão. Porque aquilo tem todo o ar de um cone vulcânico. Deste Monte se desfruta, talvez, a mais bela paisagem da Horta. Tão ridente, quão bonita! Do outro lado a bonita freguesia dos Flamengos. A repetição de “bonita” é propositada. Se bonita é a Horta, vista daqui, não o é menos a freguesia dos Flamengos.

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