Terceira – Secretário Regional da Educação e Cultura afirma que tutela e escolas vão ponderar caso a caso a recuperação das aprendizagens 

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O Secretário Regional da Educação e Cultura confirmou hoje, em Angra do Heroísmo, que, no ano letivo ano 2020-2021, “os professores não têm de dar a matéria que não deram em 2019-2020 mais aquela que está prevista para o próximo ano letivo”.

Avelino Meneses, que falava por videoconferência na abertura da reunião do Conselho Científico do Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar – ProSucesso, Açores pela Educação, considerou que isso a acontecer seria “um erro crasso”.

Esta situação causaria “um autêntico sufoco” a professores, alunos e famílias e produziria “pouca aprendizagem”, salientou o Secretário Regional.

“Aquando do início do ensino à distância, insistimos na consolidação das aprendizagens realizadas, até ao fim do segundo período do ano letivo que agora findou, no desenvolvimento de novas aprendizagens e nas aprendizagens consideradas estruturantes, essenciais e suscetíveis da criação das competências inscritas no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória”, afirmou Avelino Meneses.

Para o titular da pasta da Educação, o tempo do ensino à distância foi “um tempo de progresso, jamais de retrocesso das aprendizagens”.

Avelino Meneses admitiu, no entanto, que “importa recuperar algumas aprendizagens, num tempo variável consoante os contextos de cada escola e até mesmo de cada turma em cada escola”, tanto mais quando o sistema educativo regional, com a reforma operada em 2019 ao nível do ensino básico, dispõe neste âmbito de “alguns instrumentos de intervenção”.

Nesse sentido, a tutela, em articulação com os conselhos diretivos e pedagógicos, vai “ponderar caso a caso a forma e o tempo de recuperação das aprendizagens”, afirmou.

Por outro lado, o Secretário Regional evidenciou, de acordo com os dados da última avaliação interna, os “ótimos resultados” alcançados ao nível das taxas de transição, que se traduziram em 96,9% no 1.º Ciclo, 98% no 2.º Ciclo, 94,3% no 3.º Ciclo e 91,9% no Secundário.

“Todas estas taxas estão acima das metas estabelecidas para o termo do programa de promoção do sucesso escolar ProSucesso, Açores pela Educação, em 2025-2026”, destacou.

Avelino Meneses adiantou, porém, que, “num ano atípico”, primeiro com ensino presencial e depois com ensino à distância, “importa refletir sobre estes resultados e a sua consistência no futuro”.

Igualmente sobre os resultados da PIC – Parceria de Intervenção Comunitária para o Sucesso Educativo ‘Escola, Comunidade, Família’, projeto que decorre em S. Miguel, o Secretário Regional considerou-os “espetaculares”, ao ponto de já se reivindicarem taxas de retenção abaixo dos cinco pontos percentuais em todos os ciclos do ensino básico.

Entre as justificações para o êxito alcançado no ensino à distância e, concretamente, na PIC, acrescentou, enumeram-se a “diferenciação pedagógica, mais avaliação formativa e maior diversidade de instrumentos de avaliação”.

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