“Tivemos uma grande Semana do Mar”, afirma José Leonardo Silva

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Criticada por uns, elogiada por outros, o que é certo, é que na SEMANA DO MAR (SM) o Faial ganha mais vida. Durante a primeira semana de agosto regressam a “casa” muitos emigrantes e visitam a nossa ilha turistas das mais diversas nacionalidades. No rescaldo daquela que é a maior festividade da ilha do Faial, o Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), José Leonardo Goulart da Silva. O autarca faialense fez o balanço destes dez dias e deu a sua perspetiva sobre esta edição da SM. O autarca faialense, em entrevista exclusiva ao nosso semanário, considerou que “tivemos uma grande Semana do Mar”, referindo-se ao enquadramento que “todos temos feito que é a envolvência das pessoas, das entidades culturais e dos faialenses na SM”, acrescentando, ainda, que “se formos comparar, não querendo comparar com nenhum em especifico, alguns dos festivais que vemos, podem realizar-se em qualquer parte, mas a SM é diferente, a SM quer a envolvência das nossas gentes”. “Só no palco principal 50% das atuações foram a nossa tradição, a nossa cultura e são as nossas gentes. Tanto foi com o festival de Bandas do Triângulo, como na terça feira com o projeto American Dream de produção local, como com a eleição da rainha da SM” disse o Presidente da CMH. Comentado como “o melhor cartaz dos últimos anos”, José Leonardo explica que nunca é fácil agradar a todos, no entanto, “quem tem uma festa com 10 dias tem de a preparar com este objetivo, de fazer o investimento, fazer com que seja um evento aliciante, mas também um evento que tenha retorno económico para a ilha. O retorno económico está visto, os alojamentos locais, o nosso turismo rural e os nossos hotéis estão completamente cheios. Durante a SM os restaurantes e as tascas também estiveram cheios, sem falar na tenda, tudo retorno económico relevante. De facto nós tivemos que reavaliar a SM e percebemos que havia algum défice nesta área da juventude e portanto houve um forte investimento nesta área, e esse investimento teve um saldo bastante positivo, aliás, marquei presença e a tenda esteve cheia. Nos outros anos houve mais dificuldades nesta área, mas este ano podemo-nos orgulhar de ter tido um cartaz como a nível regional nunca houve” contou o edil. No que concerne à qualidade da festa: dos restaurantes, quiosques, tascas, festival náutico, exposição de conchas, do cartaz e da nova cara do Largo do Infante, o presidente deixa essa análise à consideração de todos os faialenses, aproveitando para reafirmar que “a nossa festa diferencia-se não só pelo Festival Náutico, que é o maior a nível nacional, mas também pelo enquadramento que damos às nossas instituições, à nossa gente e com o enquadramento de que o dinheiro investido tem que ter retorno e portanto penso que nós temos dado uma resposta positiva a este nível” salientou. Nas palavras do autarca “a SM é uma festa para várias gerações e não é feita apenas para uma pessoa, aliás, é essa mensagem que quer a vereação, quer as pessoas que nos ajudam têm passado, é que a festa não é para nós (CMH), a festa pertence às pessoas e é das pessoas, para várias gerações, para vários tipos de pessoas, e eu tenho a certeza que não há nenhum faialense que não tenha tido pelo menos um ou dois dias em que tenha dito – eu gostei deste artista; ou – eu gostei deste momento; por isso, penso que tivemos, mais uma vez, uma Grande Semana do Mar”. Segundo o presidente, o desfile de encerramento com a participação das freguesias “foi novamente um sucesso” e a marcha da SM, interpretada por Tânia Gonçalves também. “Às vezes as pessoas dizem que a marcha é sempre a mesma coisa, pois eu digo escutem com atenção porque não é, é diferente” contou. “Eu sou daqueles que reflito sobre a SM, existem algumas críticas que são construtivas, e para mim essas críticas são sinal de que as pessoas gostam da SM e querem ver a sua festa melhorada. No entanto, existem outras críticas a que não podemos ligar, pois temos um objetivo, temos uma SM que tem envolvência desde as Angústias até à Alagoa, que deve ser refletida e melhorada, mas deve ser isto que devemos sempre prosseguir no futuro” disse o edil. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO TRIBUNA DAS ILHAS

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