Transporte Marítimo Internacional

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3. Corredores Euro-Asiáticos (recriação da “rota da seda” e do “transiberiano”)

Nos pontos 1 e 2 deste artigo referi sucintamente as rotas do canal do Panamá e do Canal do Suez.

 Vejamos agora as novas perspetivas que as mesmas abrem ao transporte de mercadorias e aos novos mercados. 

A movimentação de carga essencialmente contentorizada entre a Europa e o Extremo Oriente sofreu, nos últimos anos, um crescimento notável.

Praticamente toda esta movimentação de carga é realizada por via marítima. Os terminais de contentores localizados no Pacífico Asiático, nomeadamente na China e no Japão, assumem-se como verdadeiros Hub’s internacionais particularmente importantes entre os maiores do mundo.

No entanto, os elevados custos de passagem pelo Suez, o tempo necessário à travessia aliado à instabilidade política que se vive atualmente na zona, levaram as Novas Economias Emergentes a procurar soluções alternativas ao transporte marítimo puro.

Existe atualmente grande interesse, quer por parte da União Euro-peia quer por parte dos Países Asiáticos, em desenvolver parcerias visando outras formas de transporte combinando o marítimo com o terrestre ou seja o modo de transporte multimodal. Procura-se assim implementar novas rotas para as trocas comerciais entre a Europa e a Ásia interligando as redes transeuropeias de transportes com as redes de transporte rodo/ferroviário asiáticas.

Estas ligações estão em franco desenvolvimento havendo acordos políticos com países da Asia central e oriental, nomeadamente o Caza-quistão e a Mongólia e com a própria Rússia, no sentido de encontrar soluções para a implementação destas novas rotas e a sua interligação com as redes Europeias.

Assim, surgirão os novos corredores Euro-Asiáticos vocacionados para o transporte combinado (marítimo/rodo/ferroviário) que visam ligar os dois continentes através dos seus polos geradores de maior tráfego de mercadorias.

O objetivo é estabelecer uma grande rede de transporte multimodal capaz de futuramente operar a nível mundial, atingindo inclusive o Continente Americano a partir da Europa: mais um passo no sentido da globalização.

Um dos países muito interessados nestas rotas é justamente a China que detém um volume de negócios com a U.E. muito importante e crescente, visto que estes corredores permitirão reduzir as distâncias a percorrer pelas mercadorias e consequentemente o tempo de viagem e os respetivos custos.

Se nos países asiáticos existem verdadeiros Hub’s internacionais, a nível da Europa do Norte o mesmo acontece.

E quanto aos países da Europa do sul: como se posicionam neste novo quadro?

 

*(Eng.º. Mecânico)

(continua)

 

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